Os contribuintes em Portugal tiveram que trabalhar este ano mais dois dias para chegar ao Dia da Libertação dos Impostos, que representa o dia em que, em média, as pessoas deixam de trabalhar para pagar as suas obrigações fiscais e contributivas.

De acordo com o think-tank New Direction, sedeado em Bruxelas, hoje é o dia que os portugueses deixaram de trabalhar apenas para pagar impostos, ou sejam, tiveram cinco meses e seis dias a exercer uma atividade profissional apenas para pagar as suas obrigações ao Estado.

Sendo um longo período, a verdade é que, entre o calendário da União Europeia, Portugal até está longe de ser dos piores, sendo também verdade que nos países nórdicos se pagam impostos mais elevados, mas também são providenciados serviços públicos considerados de melhor qualidade.

Portugal é o sétimo país a “libertar-se” em 2014 dos impostos. O Chipre foi o primeiro, a 21 de março. Depois do Chipre seguiram-se Malta, Irlanda, Reino Unido, Bulgária e Luxemburgo.

O país onde o trabalhador típico mais tarde se liberta, segundo o think tank, é novamente a Bélgica, onde isto só acontece a 6 de agosto.

Portugal surge com uma carga fiscal de 42,89%. O Chipre tem a mais baixa, 21,86%, enquanto na Bélgica, onde é mais alta, atinge os 59,6%.

O New Direction diz, no estudo apresentado no início do mês, que a carga fiscal média sobre o trabalhador típico subiu novamente na União Europeia este ano, de 45,06% para 45,27%, numa tendência de aumentos que vem já de 2010.

O grande responsável por este aumento é o imposto sobre o valor acrescentado (IVA), que aumentou em 19 dos 28 Estados-membros.

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