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Crise no PS

Costa tem dúvidas sobre resolução do caso BES

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O autarca lisboeta diz que quem vai pagar o empréstimo ao Novo Banco são os "contribuintes" e que esta "não é uma solução mágica". Acusa ainda Seguro de não ter "uma visão estratégica" para o país.

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“Mas os outros bancos conformam-se? E os pequenos acionistas que se viram confinados ao ‘banco mau’, que confiaram nas declarações do BdP e do Governo que o BES estava imune aos problemas do GES?”, questiona António Costa na antevisão da sua entrevista dada à revista Visão. O autarca de Lisboa aponta que esta solução para o grupo GES “não é mágica”, mas que espera que “corra tudo bem”. Sobre as primárias, Costa diz que quem se contentou com o resultado socialista nas europeias “espera fazer uma coligação com a atual maioria”.

A entrevista só sai na edição de amanhã da Visão, mas a revista antecipou a resposta de Costa sobre a solução do Governo para o BES e o autarca responde que “para já são os contribuintes que estão a suportar o investimento” e que o essencial é saber se o empréstimo vai ou não ser recuperado através de uma possível venda acima dos 4,9 mil milhões emprestados. “Se não houver comprador para o Novo Banco, ou o preço for inferior ao valor do empréstimo, os outros bancos têm de reembolsar o Estado. Parece salvaguardar os contribuintes. Mas os outros bancos conformam-se? “, questiona.

Sobre as primárias que está a disputar, António Costa chama-lhe “truque”. “O problema é que estas primárias não resultaram das virtudes da modernização do partido, mas como um truque para procurar desgastar-me”, defende o autarca, que acusa Seguro de não ter apresentado “uma visão estratégica” ao país. Mais, Costa diz que só se contentou com o resultado das europeias, que o PS venceu em Portugal com um eurodeputado de diferença da coligação PSD/CDS, “quem espera fazer uma coligação com a atual maioria”.

Sobre a sua manutenção no cargo de presidente da Câmara de Lisboa caso vença as primárias, Costa diz que é “prematuro” falar da sua saída, mas diz que o resultado que alcançou nas autárquicas foi indicativo do apoio que tem junto da pessoas. “Muita gente votou em mim, nas autárquicas, para me dar força para assumir outras responsabilidades”, adiantou Costa.

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