Logo Observador
Política

Mais um partido: Rui Rangel e José Cid dão a cara

3.015

Novo partido vai entregar parte das assinaturas no Constitucional na segunda-feira. Mendo Castro Henriques, Rui Rangel e José Cid são alguma das figuras deste partido que diz estar entre PS e PSD.

O juiz Rui Rangel é uma das figuras que apoia este novo partido

Autor
  • Catarina Falcão
Mais sobre

A partir de segunda-feira começa a caminhada do Nós, Cidadãos para se tornar num partido político. A ambição é concorrer já nas próximas legislativas e quer ser um partido de cidadãos, sem recorrer a “Marinhos e Pintos”, mas com apoios de peso como o juiz Rui Rangel e o cantor José Cid. O site do movimento vai para o ar já daqui a duas semanas e o primeiro congresso está agendado para dezembro.

Rui Rangel poderá ser um dos candidatos a deputados nas legislativas de 2015, as primeiras eleições a que concorrerá o Nós. “Ainda é cedo para falar nisso. Só lá para dezembro é que vamos anunciar”, afirmou ao Observador o dinamizador do Nós, Mendo Castro Henriques. “Não faço comentários”, respondeu, por sua vez, também ao Observador Rui Rangel, juiz, comentador na RTP, ex-candidato à presidência do Benfica, irmão do falecido jornalista Emídio Rangel.

A primeira parte das 7.500 assinaturas necessárias para constituir um partido em Portugal serão entregues já no dia 15 de setembro – “O dia tem um significado especial, porque foi há dois anos nesse mesmo dia que os portugueses saíram à rua unidos por um objetivo comum, acabar com a TSU” -, e os estatutos e restantes assinaturas serão entregues até dezembro. A garantia é de Mendo Castro Henriques, presidente do Instituto Democracia Portuguesa (IDP), associação cívica criada em 2007 e que dá voz por este novo partido. Afirma não haver necessidade para agir de forma precipitada num processo que é fundamental para afirmação política do Nós, Cidadãos e diz que entregarão entre 10 a 12 mil assinaturas para assegurar a legalização.

Sobre o posicionamento político, Castro Henriques, que também é professor auxiliar da Universidade Católica, situa o partido entre o PS e o PSD. “O PCP diria que somos de direita, o CDS diz que estamos à esquerda. O que acreditamos é que a social-democracia tem de ser renovada nos século XXI e por isso, estamos entre o PS e o PSD”, refere Castro Henriques. No processo de recolha de assinaturas, o presidente do IDP, diz que há “uma grande adesão por parte dos jovens” e que a implementação do partido é nacional, mencionando apoios vindos de Lisboa e Porto, mas também de Coimbra, norte do país e Algarve.

O novo partido defende “revoluções” setoriais na organização do Estado, querendo recentrar o problema da dívida nas famílias e empresas, “em vez de resolver primeiro os problemas dos bancos”. Também na Segurança Social e na sua sustentabilidade, o Nós, Cidadãos, tem uma posição própria, defendendo que à semelhança do que já se faz no Brasil e na Dinamarca, a coleta junto das empresas tem de ser baseada no volume de negócios e não no número de trabalhadores. A justiça é outros dos pontos onde esta nova força política quer marcar a diferença.

“Queremos limpar a imagem do país, que está na rua da amargura”, argumenta Castro Henriques, sugerindo que o Nós, Cidadãos será por isso “um partido charneira” e não arredado do centro da discussão política. “As nossas propostas vão servir para pressionar os partidos políticos a agir”, conclui.

O ex-presidente da Câmara de Cascais que se desfiliou do PSD, António Capucho revelou, num almoço na Associação 25 de abril, que chegou a ser convidado para ser cabeça de lista de um novo partido às eleições europeias. Castro Henriques explicou ao Observador que houve um convite ao ex-autarca e que espera ter o seu apoio no novo partido.

 

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
25 de Abril

Os restos do salazarismo que vivem entre nós

João Marques de Almeida
224

Quando nos aproximamos de mais um 25 de Abril há heranças preocupantes do Estado Novo que vivem entre nós. Mas ao contrário do discurso do regime, são as esquerdas que mais beneficiam dessas heranças.

Liberdades

Mais liberalismo ou menos socialismo?

Vítor Cunha

Para galvanizar a juventude para o liberalismo não basta o "argumento da superioridade moral do individualismo": é necessário remover o incentivo para que depender do salário de Estado seja atraente.

Presidenciais em França

Macron, um Presidente sozinho

Alexandre Homem Cristo

O que há a festejar na (quase certa) eleição de Macron, na segunda volta, para além do facto de ele não ser Le Pen? Nada. Ele é um homem sozinho e sem força política para reformar uma França decadente