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Crédito

Dia do microempreendador leva-o a conhecer novos negócios e a procurar um novo futuro

A Associação Nacional de Direito ao Crédito preparou vários percursos por negócios criados através do microcrédito em Lisboa, Porto ou mesmo sem sair de casa. Associação já ajudou 1800 negócios.

Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC) organiza este sábado a segunda edição do dia do Microempresário

Getty Images

Autores
  • Catarina Falcão
  • Milton Cappelletti
  • Agência Lusa

Com o Natal à porta, a Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC) organiza este sábado a segunda edição do dia do Microempresário, aconselhando percursos por várias empresas que nasceram através de um empréstimo concedido por microcrédito e atalmente fazem parte do comércio tradicional de muitas cidades em Portugal. A iniciativa serve ainda para inspirar novos empreendedores a ponderarem a hipótese de se lançar num negócio sem ter de recorrer a um empréstimo bancário.

“Este evento tem um duplo objetivo. Apoiar microempresários que já constituíram o seu negócio e ao mesmo tempo falar sobre o microcrédito. Há muita gente que se sente de mãos e pés atadas, e assim, fica a saber que se pode lançar num negócio”, disse ao Observador Luís Meneses, presidente da direção da Associação Nacional de Direito ao Crédito. Nesta segunda edição há mais participantes e a associação espera que a iniciativa se torne numa “tradição”.

O Observador mostra-lhe onde pode fazer estes percurso por negócios que nasceram no microcrédito em Lisboa e no Porto, mas há outras cidades abrangidas por esta iniciativa como Amadora, Cascais, Peso da Régua ou Vila Real:

Este ano junta-se ainda o percurso para quem não quer sair de casa e prefere fazer compras online. O presidente da direção diz que há um aumento de pedidos de microcrédito para este tipo de negócio, “mas ainda não há muitos”. Luís Meneses afirma que os negócios online, pela sua especificidade e pela concorrência de “milhões de fornecedores de todo o mundo, “têm de ser vistos com rigor”.

Ainda segundo o dirigente desta associação, 2014 “foi um bom ano de recuperação”, com um aumento de 40% nos pedidos de concessão de microcrédito. Desde a sua criação em 1998, a ANDC já ajudou a fundar mais de 1800 negócios, criando assim mais de 2700 postos de trabalho. A taxa de sobreviência destes negócios passados quatro anos da sua fundação é de 33%, mais 10% do que outras PMEs que recorrem à banca. Para ter acesso ao microcrédito é necessário ter uma ideia de negócio e a ANDC, depois de avaliar a viabilidade do negócio e ajudar a delinear o plano de negócios, pode conceder até 20 mil euros em crédito.

Segundo os números da ANDC, Lisboa é o distrito com o maior número de novos créditos atribuídos (24) este ano, seguido de Viseu (19) e Vila Real (17). Por outro lado, nos distritos de Évora e de Portalegre não foram atribuídos novos créditos até meados de novembro e em Castelo Branco foi concedido um novo crédito.

Em 2014, os novos créditos foram atribuídos na sua grande maioria a empreendedores homens (57%), com o 12.º ano de habilitações literárias (39%) e com idades entre os 31 e os 40 anos (38%).

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