PT

Procura de microcrédito aumentou 49% em dois anos e há mais homens a concorrer

Procura pelo crédito que ajuda a lançar empresas aumentou 25% em 2014 e houve mais 46% de projetos aprovados. O perfil do microempresário também mudou - há mais homens a optar pelo microcrédito.

Microcrédito é um mecanismo que visa apoiar pessoas que não têm acesso ao crédito bancário normal, como desempregados

André Afonso / Global Imagens

A procura pelo microcrédito aumentou 25% em 2014, quando comparada com os valores registados em 2013. Foram registadas 2.119 candidaturas. Nos últimos dois anos, a procura por este tipo de crédito aumentou 49%, segundo os dados divulgados esta segunda-feira pela Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC).

O microcrédito é um mecanismo que visa apoiar pessoas que não têm acesso ao crédito bancário normal, como desempregados, jovens à procura do primeiro emprego ou trabalhadores em regime precário, e que querem criar o seu próprio emprego, ou seja, lançar um negócio.

Em 2014, foram aprovadas 168 candidaturas, mais 46% do que no ano anterior, num total de cerca de 1,6 milhões de euros. O perfil do microempresário mudou: houve mais candidaturas do sexo masculino (57% das pessoas que se candidataram eram homens), têm entre 31 e 40 anos (38%) e o nível de escolaridade mais representativo é o 12º ano. A ANDC informou que houve mais pessoas com mestrado e doutoramento a concorrerem a esta modalidade de crédito.

Os jovens com menos de 30 anos representaram 28% do total de projetos aprovados. “São dados que nos permitem dizer que a procura por microcrédito tem vindo a aumentar nos últimos anos e que há cada vez mais empreendedores a considerar a modalidade microcrédito para iniciarem o seu negócio”, informou a ANDC em comunicado. Contudo, a taxa de concretização dos projetos ainda é baixa: não chega a 10%.

O Nobel da Paz Muhammad Yunus é considerado o pai do microcrédito. No início dos anos 70, emprestou 27 dólares a 42 famílias, no Bangladesh, para provar que as pessoas mais desfavorecidas também podiam construir os seus negócios. A experiência levou-o a fundar aquele que é considerado “o banco dos pobres”, o Grameen Bank.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: apimentel@observador.pt

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site