Shark Tank

Shark Tank estreia a 21 de março. Foi “fora de série”, mas “faltaram palhacinhos”

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Programa de empreendedorismo arranca na SIC no dia 21, mas as gravações já terminaram. Muita variedade de projetos, alguma "loucura", ideias "cruas" e falta de "palhacinhos", contaram dois tubarões.

Susana Sequeira, um dos tubarões do Shark Tank, conta que a escolha da produção foi muito criteriosa

© Hugo Amaral/Observador

A versão portuguesa do programa de empreendedorismo norte-americano Shark Tank vai estrear na SIC a 21 de março, avançaram os jurados ao Observador. Com a primeira temporada totalmente gravada, dois dos investidores – Susana Sequeira, da MTSF Partners, e Mário Ferreira, da Douro Azul – revelaram que ficaram “muito surpreendidos” com as qualidades dos promotores e com a diversidade de projetos.

Foi uma experiência fora de série, não foi o que estava à espera. Vai ser um programa muito dinâmico, com muitas surpresas”, contou ao Observador Mário Ferreira, fundador da empresa nortenha Douro Azul, que tem “mais de mil camas hoteleiras a navegar”.

O investidor do Porto explicou que aquilo que mais o surpreendeu foi a diversidade dos mais de 80 projetos que foram apresentados ao júri do programa. “Não estava à espera de tanta variedade”, contou, acrescentado que, no total, os tubarões investiram vários milhões de euros nos projetos.

Apareceram boas ideias, pessoas muito bem formadas e preparadas para defender as suas ideias, mas também apareceu muita loucura, pessoas que não tinham noção nenhuma do que estavam a fazer. Mas isso é normal. A grande maioria dos projetos foi uma surpresa muito positiva”, diz.

Apesar de Mário Ferreira ter considerado que houve projetos “demasiado loucos”, Susana Ferreira avança que “não houve os palhacinhos, como lhes costumo chamar”. A investidora avança que os promotores dos projetos tinham todos qualidade e que houve preocupação da produção.

Talvez a produção tivesse tido medo que não fossemos investir muito dinheiro e optou por fazer uma escolha mais criteriosa dos participantes”, revelou.

Quanto ao pós-programa, conta que está a exigir muita dedicação e que, agora, analisando bem os projetos, talvez não tivesse investido num ou dois, mas não se arrepende de ter participado. “Gosto de investir. Haja dinheiro e haja retorno”, conta.

Também a fazer consultoria na área de imagem e comunicação aos projetos em que os outros tubarões decidiram investir, Susana Sequeira revela que apareceram ideias “muito cruas” no programa. “Agora sei o que é que investir num negócio exige, em tudo”, conta.

As gravações do programa começaram em dezembro de 2014, e, em dois meses, a produção recebeu cerca de 850 candidaturas, Os tubarões da versão portuguesa são Susana Sequeira (MTSF Partners), João Rafael Koehler (ANJE), Miguel Ribeiro Ferreira (Fonte Viva), Tim Vieira (Special Edition Holding) e Mário Ferreira (Douro Azul).

 

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