Dia da Mulher

Ativistas chinesas presas por defenderem direitos da mulher

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Ativistas preparavam campanha contra o assédio sexual para divulgar no Dia da Mulher. Detenções começaram na sexta-feira e cinco das 10 mulheres ainda continuam presas.

Getty Images

As autoridades chinesas prenderam este fim de semana pelo menos dez ativistas do sexo feminino nas cidades de Pequim, Guangzhou e Hangzhou. Tudo para impedir a realização de uma campanha nacional contra o assédio sexual que as mulheres preparavam para lançar nos transportes públicos, a propósito da celebração do Dia da Mulher. Mais de 24 horas depois, parte do grupo ainda continua em custódia policial.

Segundo advogados e associações ligadas às ativistas detidas, citados pelo New York Times, ao final da tarde deste domingo ainda estavam presas cinco das dez mulheres, sendo que as outras cinco acabaram por ser libertadas depois de várias horas de interrogatório. As cinco mulheres que ainda permanecem presas faziam parte do núcleo duro responsável pela organização da campanha, cuja iniciativa estava programada para arrancar em força este domingo, por forma a coincidir com o dia internacional da Mulher.

A notícia da prisão do grupo de mulheres começou a circular na conta de Twitter do grupo Chinese Human Right Defenders (Defensores Chineses dos Direitos Humanos), que começou por lançar a pergunta à comunidade daquela rede social: “Perguntem à polícia de Pequim: É crime falar em público sobre assédio sexual na China?”. Algumas horas depois, neste domingo, o mesmo grupo de ativistas escrevia no Twitter que tinha tido notícias de uma das mulheres detidas no sábado, Wu Rongrong, e que ainda permanecia na prisão.

Além de Wu Rongrong, de 30 anos, também Li Tingting, de 25, que já é conhecida das autoridades desde que realizou uma campanha, em 2012, a exigir mais casas de banho públicas para as mulheres, está entre as que foram detidas na noite de sexta-feira. No grupo das cinco mulheres estão ainda Zheng Churan, Wei Tingting e Wang Man, cujas casas foram revistadas pela polícia.

Os advogados de defesa do grupo de ativistas já entraram em ação, afirmando estar “chocados” com o ato da polícia. “Sempre pensamos que o país apoiasse a igualdade de direitos para as mulheres”, dizem, sublinhando que estão a tentar obter informação sobre a situação das mulheres junto da delegação da polícia para onde foram levadas, mas sem sucesso. Segundo o jornal norte-americano New York Times, contactada a esquadra da polícia, a informação que é dada é que nenhuma das mulheres se encontra ali detida.

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