País

Do Marquês a Entrecampos. Obras para acessibilidade de deficientes começam em julho

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Três anos depois de ter vencido o Orçamento Participativo, o projeto para eliminar barreiras arquitectónicas, de modo a permitir a circulação segura de deficientes motores e visuais, vai avançar.

As pessoas em cadeira de rodas batalham há anos por uma melhor acessibilidade nesta zona

Miguel Silva/Global Imagens

As obras para tornar o eixo entre o Marquês de Pombal e Entrecampos totalmente acessível a deficientes motores e visuais arrancam em julho, garantiu ao Observador o vereador dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, João Afonso. Os trabalhos, que visam eliminar todas as barreiras arquitectónicas nas avenidas Fontes Pereira de Melo e da República, são resultado de uma proposta vencedora do Orçamento Participativo (OP) de 2012.

“A ideia é em julho estarmos em obra”, disse o vereador esta quinta-feira, à margem do encontro das Eurocidades, uma plataforma de capitais europeias, que está a discutir acessibilidades em Lisboa. João Afonso explicou que “foi lançada uma empreitada mais simples” do que o inicialmente previsto, para que os trabalhos avançassem o mais rápido possível.

O responsável da autarquia pelo Orçamento Participativo, Valter Ferreira, já tinha garantido ao Observador no início de junho que as obras estavam quase a avançar. Ao mesmo tempo, Mariana Lopes da Costa, diretora-geral da Associação Salvador, que em 2012 promoveu a proposta ao OP, considerava “inconcebível uma obrigação que deveria ser do Estado e câmaras municipais ter que ser submetida a votos num orçamento participativo e, mesmo depois de ser uma das vencedoras e dever estar concluída em maio de 2014, ter passado mais de um ano e ainda não ter sido lançado o concurso público para começar a obra”.

Segundo João Afonso, já só falta a adjudicação da empreitada à empresa vencedora do concurso para que as obras comecem. E o que se vai fazer primeiro é adaptar 12 das passadeiras daquele percurso para as tornar acessíveis a pessoas em cadeira de rodas e deficientes visuais. Segue-se depois a recolocação de pilaretes e mupis e a adaptação de 16 paragens de autocarro. “O objetivo é criar um percurso acessível” entre a rotunda central de Lisboa e Entrecampos, explicou o vereador.

Para mais tarde fica um projeto mais ambicioso, este a cargo da vereação do Urbanismo, “que tem a ver com a reorganização das faixas em toda a Avenida da República e Fontes Pereira de Melo”, afirmou João Afonso. Essa intervenção contempla passeios mais largos, vias exclusivamente dedicadas a autocarros e a bicicletas e ainda uma requalificação profunda do espaço público nas praças Saldanha e Picoas.

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