Terrorismo

Estado Islâmico reivindica ataque na Líbia. UE quer governo de unidade nacional para o combater

O autoproclamado Estado Islâmico reivindicou o ataque feito numa academia militar na Líbia, que matou mais de 50 pessoas. A UE pede a formação de um governo de unidade nacional no país.

O receio que o grupo terrorista possa dominar a região tem aumentado nos últimos dias

MAHMUD TURKIA/AFP/Getty Images

A União Europeia exigiu aos líderes políticos líbios que formem um governo de unidade nacional capaz de combater o Estado Islâmico, depois do grupo terrorista ter reclamado a autoridade de um atentado feito a uma academia militar do país, que provocou pelo menos 60 mortos.

A responsável pelos assuntos externos da União Europeia, Federica Mogherini, revelou ainda que a UE vai disponibilizar 100 milhões de euros aos líderes políticos líbios para combater a organização terrorista, mas acrescentou que essa ajuda só será disponibilizada quando estes formarem um governo de unidade nacional.

Esta quinta-feira, um camião armadilhado fez-se explodir junto a uma academia militar na cidade de Zliten, no norte da Líbia, provocando dezenas de mortos e centenas de ferido. A autoria do ataque viria a ser reclamada pelo Estado Islâmico, que afirmou que um dos seus membros, Abdallah al-Muhajer “detonou um camião bombista no meio de uma base militar que pertence às forças infiéis líbias, na cidade de Zliten… causando a morte de perto de 80 [líbios] e ferindo 150”, segundo declarações citadas pela agência France-Presse.

As forças de segurança do país apontam para mais de 50 mortos, não especificando o número – sabe-se, contudo, que serão pelo menos 60 as vítimas mortais, mas o número pode ser maior.

Para além deste ataque, o Estado Islâmico reclamou ainda a autoridade de um ataque feito no mesmo dia a um terminal petrolífero líbio, situado na cidade de Ra’s Lanuf. O ataque provocou a morte de sete pessoas, afirma a BBC. A organização terrorista tem vindo a atacar terminais petrolíferos próximos nos últimos dias: e quinta-feira conseguiu atingir o alvo estratégico.

Já se esperava que a autoria do ataque desta quinta-feira, feito à academia militar líbia, tivesse sido levado a cabo por membros afetos ao autoproclamado Estado Islâmico. O ataque, contudo, é o acontecimento mais mortal no país desde 2011, altura em que foi derrubado o ex-líder líbio Muammar Gaddafi, e vem acentuar a penetração e capacidade de ataque do grupo terrorista em solo líbio.

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