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Califórnia

As “freiras” que foram proibidas de cultivar marijuana

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Duas "freiras" da Califórnia, podem ver o seu negócio de cultivo e venda de marijuana ameaçado graças às novas regras da cidade onde vivem. "É frustrante, (...) é verdadeiramente um presente de Deus".

A Câmara Municipal de Merced quer proibir a produção de marijuana em toda a cidade

YURI CORTEZ/AFP/Getty Images

Dizem que “o hábito faz o monge”. Neste caso o “hábito” fez as “Irmãs do Vale” (Sisters of the Valley), que se autointitulam de “freiras”, mas cuja fé parece estar no negócio de cultivo e venda de marijuana com fins medicinais. Se a proposta da cidade de Merced (Califórnia, EUA) for aprovada, a “irmã” Kate e a “irmã” Darcy terão de acabar com a pequena plantação que têm há cerca de um ano.

É frustrante para mim, por causa de todas as pessoas que têm uma atitude negativa sobre algo que é verdadeiramente um presente de Deus”, disse a “irmã” Darcey, aprendiz da “irmã” Kate.

No seguimento das novas deliberações do Ato para a Regulação e Segurança da Marijuana Medicinal, a Câmara Municipal de Merced quer acabar com as plantações de canábis em toda a cidade e nem as plantas das “freiras” – uma variedade que dizem ser rica em compostos medicinais (canabidiol) e pobre no componente psicoativo (tetraidrocanabinol) – parecem estar a salvo, segundo a Newsweek.

Mas não se pense mal destas “freiras” que dizem procurar apenas o bem-estar daqueles que aliviam as dores com os óleos, tónicos e tinturas que produzem. Apesar de não rezarem muito – não são católicas, nem professam qualquer outra religião, segundo o ABC30 -, dizem que produzir medicamentos com base na planta de canábis é uma experiência espiritual.

Não passamos tempo nenhum de joelhos, mas quando fazemos os nossos medicamentos é em ambiente devoto, é um momento de devoção”, disse a “irmã” Kate, citada pelo ABC30 como produtora de marijuana medicinal.

Mas atenção, no site das Sisters of the Valley há um alerta sobre os supostos medicamentos: “Estes produtos não foram avaliados pela FDA [autoridade para a regulamentação dos alimentos e medicação] e não pretendem diagnosticar, tratar ou curar nenhuma doença. Confirme sempre com o seu médico antes de começar a usar um novo suplemento alimentar [como são considerados estes produtos].”

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