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Educação

FFMS: “Chumbar não está associado a um ganho de aprendizagem”

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Relatório da Fundação Francisco Manuel dos Santos mostra que a maioria dos alunos que chumba num ano não melhora o aproveitamento no ano seguinte. Portugal é dos países da Europa onde mais se chumba.

Portugal é um dos países onde mais se chumba até ao sexta ano

MARIO CALDEIRA/LUSA

“Portugal é um dos países da Europa onde mais se chumba”, disse à TSF Mónica Vieira, coordenadora de conteúdos da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), com base num estudo que será discutido na próxima segunda-feira, no Conselho Nacional de Educação (CNE). “Portugal destaca-se também pela questão da retenção precoce, ou seja, é um dos países onde mais se chumba até ao sexto ano.”

Aos países com maiores chumbos juntam-se Espanha, França, Holanda e Luxemburgo. Mas em todos os países visados neste relatório “chumbar não está associado a um ganho de aprendizagem”, referiu Mónica Vieira. “Todos os alunos que tiveram um passado de retenção têm em média piores resultados.”

Especificamente para Portugal, a coordenadora de conteúdos disse que “apenas 14% dos alunos que chumba mostra sinais de recuperação”, isto pelo menos tendo em conta a análise que foi feita pelos investigadores.

Estes e outros resultados serão discutidos no Fórum AQeduto 2 – “Chumbar melhora as aprendizagens?” – no dia 25 de janeiro, pelas 18 horas, no auditório do Conselho Nacional de Educação. O objetivo deste estudo, que surge da parceria entre a FFMS e o CNE, é explicar a variação dos resultados dos alunos portugueses nos testes internacionais PISA, da responsabilidade da OCDE.

Outros dos estudos que a FFMS está a desenvolver e que espera apresentar este ano é a comparação dos exames entre Portugal e doze outros países, abordando temas como data de realização, o objetivo, função no sistema educativo ou impacto na vida escolar do aluno.

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