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Presidenciais 2016

Maria de Belém vai ter que pagar campanha sozinha. PS não entra nas contas

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Já sabia que não ia contar com ajuda do Estado para pagar a campanha e vê agora que o seu partido também não vai contribuir. Vera Jardim explica derrota com críticas à direção do PS.

© Hugo Amaral/Observador

Para Maria de Belém, os problemas com as presidenciais ainda não acabaram. Já se sabia que a candidata não ia ter direito à subvenção estatal para pagar as despesas da campanha, visto que recolheu apenas 4,2% dos votos — só aqueles que obtenham pelo menos 5% têm direito ao apoio do Estado. Agora, fica com a certeza de que também não terá ajuda do PS.

Depois de um período eleitoral em que muitos apoiantes da antiga ministra da Saúde socialista criticaram o partido por estar ao lado de Sampaio da Nóvoa, o Diário de Notícias avança esta terça-feira que o PS não vai ajudar a ex-presidente a pagar a campanha. Ou seja, as despesas previstas de 650 mil euros vão ter sair do próprio bolso de Maria de Belém. Um responsável pela candidatura afirmou ao DN que se trata de “um problema privado”.

Segundo aquele jornal, o partido liderado por António Costa também tem problemas financeiros e dívidas relacionadas com campanhas eleitorais anteriores, o que impede qualquer contribuição financeira para ajudar Maria de Belém.

Vera Jardim ataca Carlos César

Durante a campanha, um dos alvos preferenciais de Maria de Belém e dos seus apoiantes foi Sampaio da Nóvoa e o PS — e, pouco depois de se conhecerem os resultados, as críticas continuam.

Na noite de segunda-feira, o histórico socialista Vera Jardim explicou à Radio Renascença quais foram, em sua opinião, as razões que contribuíram para a derrota da candidata apoiada por si. E não tem dúvidas em acusar a direção do PS de ter estado ao lado de Sampaio da Nóvoa depois de ter anunciado que manteria uma posição de neutralidade:

Toda a gente está no seu direito de dizer o que bem entender. Mas acho que certas figuras do PS devem coibir-se de o fazer. Um presidente do partido [Carlos César] não deve fazê-lo, direi a quem de direito. Se o secretário-geral diz que o PS não apoia nenhum candidato, acho que, por exemplo, o presidente do partido deve coibir-se de tomar uma posição que diz ser a título pessoal. Nestas coisas não há posições a título pessoal. Ou se apoia um ou se apoia outro ou as pessoas não apoiam ninguém”

Apesar disto, Vera Jardim esclarece que não se está a referir a nenhum ministro ou governante porque esses “são militantes do PS que tomam a posição que bem entenderem”, mas sim a “figuras com responsabilidade na direcção do PS que, dias antes, anunciaram um apoio a título pessoal”.

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