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Vem aí o campeonato de corrida de drones que quer ser a próxima Fórmula 1

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O campeonato arranca em fevereiro e vai ser disputado em campos de provas construídos em estádios de futebol e prédios abandonados. Será o nascimento de um novo desporto?

Os drones podem alcançar uma velocidade de mais de 128,7 quilómetros por hora

Captura de ecrã do Youtube/Drone Racing League

Lembra-se da corrida de pods do filme “Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma”? Imagine uma competição similar disputada entre drones em campos de provas construídos em estádios de futebol e prédios abandonados e transmitida em tempo real pela Internet através de câmaras onboard nos veículos. Esta é a Drone Racing League (DRL), uma liga profissional de corrida de drones que quer ser a Fórmula 1 dos veículos aéreos não tripulados. A DRL anunciou esta terça-feira um calendário que inclui seis etapas, arrancando a 22 de fevereiro no Sun Life Stadium em Miami. A liga termina numa prova especial chamada World Championship em local e data a serem confirmados.

“Hoje é um dia incrivelmente emocionante para os milhões de fãs de corrida, realidade virtual e videogames ao redor do mundo. Este é o começo de um novo desporto, criado para trazer a audiência para dentro das corridas com conteúdo personalizado e uma visão em primeira pessoa da ação”, afirmou Nicholas Horbaczewski, fundador da DRL, em entrevista à página Quartz. “Estamos empenhados em construir os melhores drones, as pistas mais inspiradoras e em criar o melhor campo de provas para os melhores pilotos de drones do mundo”, garante.

Um evento teste chamado “Gates of Hell ” foi realizado em julho do ano passado em Nova Iorque, numa estação de energia abandonada às margens do Rio Hudson. As imagens da corrida impressionam:

As aeronaves utilizadas na competição são construídas pela própria DRL e por um equipa de engenheiros e especialistas com as mesmas especificações: o desenho imita um helicóptero quadrotor, os aparelhos pesam 800 gramas e podem alcançar uma velocidade de mais de 128,7 quilómetros por hora. Os drones são equipados com câmaras que transmitem imagens onboard a um piloto, através de uns óculos, que permitem ver a pista na perspetiva do drone, e contam com lâmpadas LED coloridas e câmaras HD para facilitar a transmissão das corridas para o público.

Cada corrida será dividida em três etapas: fase de qualificação, meias-finais e finais. Cada uma vai contar com diversas eliminatórias de modo que os pilotos tenham mais de uma chance para conseguir o melhor tempo na realização do percurso. Um sistema de pontos será utilizado para premiar os pilotos de acordo com os seus resultados e aqueles que obtiverem melhor pontuação vão classificar-se para o World Championship.

É a própria Drone Racing League quem escolhe os pilotos. De momento, a liga conta com 17 participantes, mas a ideia é expandir este número a partir de torneios virtuais online com simuladores de corrida a serem realizados durante o ano.

A organização do evento garantiu ao Quartz que já conta com um financiamento de mais de 7,3 milhões de euros para cobrir os gastos da liga e da construção dos drones. Entre os doadores, encontram-se empresários do desporto, fundos de investimento internacionais e Matt Bellamy, líder do grupo Muse, cujo último álbum se chama, precisamente, “Drones”.

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