Legionela

Estudo revela que Legionella pode ser transmitida pessoa-a-pessoa. DGS pede calma

A Legionella, que afetou perto de 400 pessoas em 2014 e matou 14, pode afinal ser transmitida de pessoa para pessoa, revela um estudo. Direção-Geral de Saúde pede porém mais investigação.

O surto de Legionella em Vila Franca de Xira no final do ano passado afetou cerca de 400 pessoas e matou 14

Tiago Petinga/LUSA

A Doença dos Legionários – Legionella – poderá afinal ser transmitida pessoa-a-pessoa, segundo um estudo realizado por profissionais de saúde de várias instituições nacionais que será divulgado esta quinta-feira na revista New England Journal of Medicine. A Direção-Geral de Saúde (DGS) alerta porém que a transmissão humana da doença dos legionários carece de mais investigação.

“Apesar do risco de transmissão pessoa-a-pessoa da Doença dos Legionários ser certamente muito baixo, as conclusões deste trabalho poderão servir para alertar a comunidade médico-científica para a eventual necessidade de rever as medidas de prevenção e controlo da doença”, refere a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte), num comunicado enviado à Lusa.

O estudo, inédito a nível mundial, assinado por 17 coautores, envolveu profissionais de saúde de várias instituições, nomeadamente da Administração Regional de Saúde do Norte e do Instituto Nacional de Saúde doutor Ricardo Jorge.

No comunicado, a ARS Norte explica que o caso provável de transmissão pessoa-a-pessoa ocorreu no contexto do surto que se registou em Vila Franca de Xira entre novembro e dezembro de 2014, provocando a morte de 14 pessoas. “Os autores do estudo chegaram à conclusão depois de identificarem, na região de saúde do Norte, dois casos fatais da doença em familiares, em que um deles não tinha qualquer associação geográfica com Vila Franca de Xira”, refere o comunicado.

DGS pede prudência

Entretanto, a subdiretora-geral da Saúde já veio dizer que o estudo divulgado esta quinta-feira carece de mais investigação, insistindo que “para já não há motivos para alarme”.

“Agora vamos ter de continuar a estudar. É um caso pontual e esporádico, que aconteceu uma única vez, aparentemente. Não há motivo para se alertar as pessoas para a infeção de pessoa a pessoa. Agora, se se verificar noutros sítios e se se tornar um padrão, e se existir risco, então alertaremos as pessoas, mas não é o caso agora”, frisou a responsável, citada pela Lusa.

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