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Partidos apresentam programa cedo e depois governam “ao contrário”, criticou Rocha Andrade

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais considerou "um problema" que os partidos na última década e meia tenham apresentado um programa antes das eleições, governando, depois, "ao contrário".

MARIO CRUZ/LUSA

“Foi um problema da última década e meia em Portugal, não foi só um problema da direita, há que reconhecê-lo, os governos fazerem campanha com base num programa, chegarem ao governo e, de repente, começarem a governar ao contrário daquilo que tinha sido o essencial dos seus compromissos”, disse.

Para o governante, uma democracia “não sobrevive à repetição permanente” deste tipo de comportamento, uma vez que a democracia “depende das pessoas compreenderem e terem razões para acreditar” que, no momento do voto, estão a escolher entre estratégias alternativas e que o seu voto “determina efetivamente” qual é a estratégia que um governo segue.

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais falava na Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, no decorrer de uma sessão de esclarecimento sobre o Orçamento de Estado para 2016.

Para combater esta situação, Fernando Rocha Andrade sublinhou que o PS elaborou um programa em que queria “ter a certeza de estar em condições de cumprir” os compromissos que assumia perante o eleitorado.

O governante considerou, ainda, “incompreensível” o atraso na execução do programa Portugal 2020 para as empresas no último ano e meio, acusando os governos de Passos Coelho de “incapacidade política”.

“Eu creio que estaremos todos de acordo, de que mais do que uma questão de opção política no passado, houve aqui um problema de incapacidade política”, disse.

Fernando Rocha Andrade afirmou, ainda, que desde que este Governo está em funções tem existido uma “aceleração” na distribuição dos fundos às empresas, considerando este fator um “elemento muito importante”, no sentido de “aumentar” o crescimento e o emprego.

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