Jornadas Parlamentares PS

Silva Pereira acusa direita de “agir na sombra” para prejudicar Portugal

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O eurodeputado do PS acusou esta tarde deputados do PSD de pressão em Bruxelas e sobre agência de rating para prejudicar o país. Silva Pereira deu como exemplo a "chuva de telefonemas" para a DBRS.

Carlos Manuel Martins / Global Imagens

Para alimentar a guerra entre o PS e o PSD nestes dias antes da discussão do Orçamento do Estado para este ano, Pedro Silva Pereira trouxe mais uma acusação grave para a fogueira. Disse o eurodeputado que “há muita gente na direita portuguesa a agir na sombra contra os interesses de Portugal”. E deu dois exemplos: a “chuva de telefonemas” para a agência de notação financeira DBRS a pressionar para que baixem o rating de Portugal e a oposição do eurodeputado José Manuel Fernandes do PSD a que o plano de investimento Juncker pudesse “apoiar as economias mais atingidas pela crise”.

O eurodeputado foi um dos oradores convidados das jornadas parlamentares do PS, que decorrem esta sexta-feira e este sábado em Vila Real. E no discurso, Silva Pereira optou por contar dois casos que, disse, provam como há responsáveis da direita que agem contra o país. O primeiro caso que relatou foi o da discussão sobre o fundo de investimento de Jean Claude Juncker. Relatou Silva Pereira a conversa que teve com o representante do Partido Socialista Europeu nas negociações: “Eu bem estou a tentar, estive ontem horas a negociar com a representante do PPE, a inclusão desse princípio, de que o fundo de investimento Juncker deve apoiar as economias mais atingidas pela crise. Mas não queiram saber, há lá um deputado português do PSD, que dá pelo nome de José Manuel Fernandes, que é contra e foi contra até ao fim. Disse que não era preciso porque os fundos de coesão já existem, estes fundos não servem para isso, só para procurar os mais projetos competitivos para o investimento privado”, contou.

Em causa está a prioridade que o PSE defendia que deveria ser dada a projetos em economias “atingidas pela crise” no âmbito do plano do Presidente da Comissão Europeia.

A segunda denúncia prendia-se com a pressão junto da agência de notação financeira DBRS – a agência de rating canadiana que dá notação positiva à dívida portuguesa. Disse Pedro Silva Pereira que na Europa tem sido uma “luta difícil e desleal” porque é preciso “reconhecer que há muita gente na direita portuguesa a agir na sombra contra os interesses de Portugal, dos portugueses e da economia nacional. Talvez não haja caso mais evidente do que se passa em torno da notação da dívida portuguesa da DBRS”.

Para o eurodeputado, tem-se assistido a uma tal “chuva de telefonemas” para essa agência “perguntando ‘quando vão baixar o rating de Portugal, que essa agência tem sido obrigada a fazer várias declarações para a imprensa a emitir comunicados e até a fazer uma teleconferência de imprensa” para dizer que está confortável com a nota dada à dívida pública portuguesa e ainda que esta é estável.

Contactada pelo Observador, fonte oficial da DBRS não estava, no imediato, disponível para comentar as declarações do eurodeputado socialista. Esta notícia será atualizada quando for possível obter uma reação oficial da agência de rating.

Ainda durante o discurso, Silva Pereira afirmou que tem sido difícil reverter a política de austeridade e que prova disso foi a “realidade como testemunhámos com a discussão sobre o Orçamento português”.

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