Os prejuízos da Impresa melhoraram no primeiro trimestre do ano, face a igual período de 2015, para 2,4 milhões de euros, anunciou hoje o grupo que detém o Expresso e a SIC.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Impresa adianta que nos primeiros três meses do ano registou um prejuízo de 2.444.785 euros, o que compara com 2.820.603 euros um ano antes.

As receitas consolidadas diminuíram 4,2% para 47,9 milhões de euros, com a Impresa a explicar que esta evolução foi “originada, principalmente, pela redução nas rubricas da subscrição, da circulação e da publicidade na área do Publishing”.

No primeiro trimestre, as receitas totais de publicidade registaram uma redução de 1,6% para 23,9 milhões de euros, “principalmente sentida na área de Publishing”, e as receitas provenientes da subscrição dos oito canais da SIC, distribuídos por cabo e satélite, desceram 12,4% para 11,1 milhões de euros, o que “resulta de quedas tanto nos valores internacionais como nacionais”, refere o grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão.

“Esta quebra ficou a dever-se a vários fatores: à celebração de novos contratos de distribuição (note-se que à redução nas receitas está associada uma redução simultânea nos custos operacionais); à descida do número de subscritores estrangeiros, particularmente em Angola; e à recente desvalorização do dólar norte-americano”, refere.

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Também as receitas da circulação recuaram até março, registando uma quebra de 8,4% para 5,5 milhões de euros, enquanto o item outras receitas registou uma subida de 5,3%, “nomeadamente nos produtos alternativos, multimédia, serviços técnicos, Infoportugal e novas soluções de media”.

No trimestre, o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) não ajustado da Imprensa caiu 78,3% para 213 mil euros, enquanto o EBITDA ajustado dos custos de reestruturação ficou nos 0,7 milhões de euros, menos 300 mil euros que no período homólogo de 2015.

Os custos operacionais, sem considerar amortizações e depreciações, caíram 2,7% para 47,6 milhões de euros.

“Esta redução foi beneficiada pela queda nos custos com pessoal no seguimento da reestruturação efetuada no final de 2015, e ainda pela implementação de uma nova organização já em 2016. Estas medidas proporcionaram uma redução de 4,3% dos custos fixos no primeiro trimestre de 2016”, refere a Impresa.

“De salientar que os custos operacionais foram afetados por 0,5 milhões de euros de custos de reestruturação”, acrescenta.

A Impresa adianta que registou ainda “uma perda relativa aos investimentos financeiros das participadas, nomeadamente a Lusa, de cerca de 273 mil euros”.

As receitas da SIC caíram 2,7% para 36,8 milhões de euros e as de Publishing recuaram 9,2% para 10,7 milhões de euros.

A Impresa explica que a diminuição de receitas da SIC se deveu, “na sua quase totalidade” à “quebra das receitas de subscrição de canais”.

As receitas de publicidade da televisão subiram 2,5% para 19,8 milhões de euros, “apesar da penalização originada pela descida das audiências neste período, e ainda motivadas pela ocorrência de férias da Páscoa, as quais, no período homólogo de 2015, ocorreram apenas no segundo trimestre do mesmo”, adianta a dona da SIC.

Os custos operacionais da televisão diminuíram 2,1% para 34,8 milhões de euros e o EBITDA recuou 11,1% para 2,03 milhões de euros.

A Impresa refere ainda que as receitas multimédia, ou IVR, “após vários trimestres a cair, apresentaram no primeiro trimestre de 2016 uma ligeira subida de 1,7%, atingindo cinco milhões de euros”.

Na área do Publishing, as receitas de publicidade recuaram 18,1% para 4,1 milhões de euros, “apesar do contributo da área digital, nomeadamente no que respeita ao Expresso Diário, uma sólida performance dos sites, bem como da área dos classificados – que já representou 17% da totalidade das receitas de publicidade” deste segmento,

O EBITDA do Publishing caiu 68,9% para 559 mil euros.

“A melhoria dos resultados líquidos atingidos neste primeiro trimestre de 2016 e a manutenção das principais tendências permitem ao grupo Impresa estimar um aumento dos resultados líquidos em 2016, bem como continuar a redução do passivo remunerado”, conclui a Impresa.