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6 Startups para uma boa dose de lazer

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As indústrias criativas, em particular as dedicadas ao software de lazer e ao turismo, contribuem já consideravelmente para o PIB de um país e atraem uma legião de fãs. É fácil perceber porquê.

ESTELA SILVA/LUSA

Se há umas décadas ficavam arredadas dos programas de financiamento e das discussões sobre sustentabilidade, hoje as indústrias criativas, a economia criativa e a classe criativa têm um papel bem mais central na sociedade e nos mercados. Desde que o termo “indústrias criativas” surgiu no Reino Unido no final do século XX, o talento criativo individual associado ao negócio e à concretização comercial cresceu consideravelmente. De acordo com os últimos dados do governo do Reino Unido, à data de 2013, o setor cultural e criativo era responsável por dois milhões e 600 mil postos de trabalho e 6 por cento da economia deste Estado.

Em Portugal, a cultura e a criatividade eram, em 2006, responsáveis por 2,8 por cento de toda a riqueza gerada no país, superior ao contributo dado pelas indústrias alimentares e bebidas ou de têxteis e vestuários, segundo um estudo encomendado pelo Ministério da Cultura. Sete anos mais tarde, valiam 1,7 por cento do Valor Acrescentado Bruto de toda a economia portuguesa, semelhante ao peso do setor das telecomunicações.

As seis startups que se seguem, integradas recentemente na iniciativa Ativar Portugal Startups, promovida pela Microsoft Portugal, sabem aliar a tecnologia à criatividade e ao lazer. Desde uma aplicação que nos permite contar as pequenas histórias das nossas vidas, a um motor de pesquisa que pensa no nosso budget antes de nos propor as nossas férias de sonho, estas startups já estão a dar frutos nas fileiras de prémios e investimentos.

Faça check-in à comodidade

O cinema está repleto de famosos concierges de hotéis, de Ralph Fiennes a Michael J. Fox, responsáveis por satisfazer os pedidos mais extravagantes dos seus hóspedes. A B-Guest é isso tudo, mas de uma forma mais cómoda: disponível nos smartphones ou tablets, esta aplicação assume-se como uma mobile concierge, permitindo aos hóspedes evitar filas para o check-in ou check-out, pedir serviço de quarto, reservar uma mesa no restaurante, pedir um táxi ou conhecer as sugestões do próprio hotel.

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LX POD

Além disso, a B-Guest consegue satisfazer um dos pedidos mais exigentes dos próprios hóteis: conhecer a fundo os seus clientes. A aplicação recolhe informação detalhada sobre o perfil de cada hóspede, para que os hotéis possam personalizar a sua estratégia de marketing e corresponder às expetativas dos seus clientes, ao mesmo tempo que têm a oportunidade de fazer cross-selling.

A B-Guest é uma das soluções da startup B-GuestNow, focada no desenvolvimento de soluções tecnológicas para a área de hotelaria e turismo. No mesmo ano em que foi fundada, 2014, obteve o segundo lugar na Spring Edition do Lisbon Challenge, que recebeu cerca de 400 candidaturas de todo o mundo. Dois anos depois da sua fundação, em Lisboa, já está presente em Londres e em São Paulo.

Está feito o check-in para uma startup de sucesso.

Sentir o mundo na palma da mão…

É a única aplicação no mundo que cria automaticamente um circuito turístico adaptado aos seus estados de humor: “Foodie”, “Artistic”, “Party People” ou “Romantic” são alguns dos perfis que o utilizador pode selecionar para obter em segundos o circuito que combina com o estado de espírito do momento, desde “Gaudi Lovers”, um itinerário dos edifícios mais criativos em Barcelona, ao “Shop like Crazy”, para quem estiver em Nova Iorque a fazer um dia de compras nas mais variadas lojas da cidade que nunca dorme.

Até agora, a Inviita – fell the world reúne 65 milhões de lugares para descobrir, que podem ser personalizados e partilhados pelos utilizadores com os seus amigos. Outra grande vantagem: pode ser usada em todas as cidades do mundo. Por enquanto, está apenas disponível para IOS.

Esta startup lisboeta, que conseguiu aliar como ninguém a tecnologia aos estados de humor, já está a ser usada em mais de 180 países e 2500 cidades. Os prémios também têm um número redondo: foi considerada a “Best New App” em 37 países. Tudo isto com pouco mais de um ano de vida.

…E na ponta dos dedos

Ainda no segmento das viagens, o Tripaya é pioneiro na pesquisa de viagens personalizadas. Trata-se de um motor de pesquisa gratuito que, com base no orçamento e dos interesses do utilizador, mostra apenas as melhores ofertas para férias no país, viagens e hotéis para os melhores destinos ou escapadinhas de três dias. Ficam para trás as várias horas passadas no computador, no tablet ou no smartphone a descobrir, em vários sites, os melhores destinos e a fazer contas de cabeça que, geralmente, acabam sempre por estourar o budget inicial.

A plataforma, fundada em 2015, adicionou em abril de 2016 mais 93 países dos cinco continentes, deixando de estar restrita à Europa. No total, há mais de mil destinos em 129 países para descobrir de acordo com o orçamento e o objetivo das férias, desde o romance à diversão em família.

Em pouco mais de um ano, o site já recebeu mais de 300 mil visitantes de mais de 120 países diferentes, correspondentes a um milhão de pageviews. A fórmula é atrativa: ao mesmo tempo que permite a reserva de hotéis e a marcação de voos, acaba também por ser uma grande fonte de inspiração para os utilizadores.

Faça play nesta startup

Ground Control Studios é um estúdio de jogos independente, sediado no Porto, focado no desenvolvimento de jogos para PC e consolas. No entanto, o que tem diferenciado esta startup desde 2014 é a sua abordagem a esta indústria criativa por excelência: 3D e, mais recentemente, VR ou realidade virtual.

Prova disso é o rol de prémios já arrecadados. O jogo Cosmonaut, aprovado para Steam e XBox, ganhou o primeiro prémio na edição 2015 dos Innovation Awards, foi finalista dos Prémios Playstation PT, na categoria “Melhor uso de plataformas Playstation” e selecionado pelo site GameReactor como um dos três jogos portugueses para experimentar em 2016.

Vista aérea da cidade do Porto

Porto / LUSA

Outras soluções que fazem parte do portfólio beneficiam de uma estratégia inovadora da pequena equipa de oito membros: o foco em parcerias altamente especializadas, que lhes permite explorar e concretizar as últimas tendências mundiais do mercado de jogos.

Transforme as suas fotografias na história da sua vida

A palavra “storytelling” ganhou protagonismo nos últimos tempos, mas a verdade é que todos crescemos com histórias. É através delas que 70 por cento do nosso conhecimento é adquirido e consolidado, como já comprovaram vários estudos.

Consciente da importância das histórias – e das centenas de fotografias que guardamos aleatoriamente nos smartphones e tablets – a Storyo, uma aplicação de storytelling, transforma essas fotografias num vídeo com temas, títulos, música e pronto a ser partilhado nas redes sociais. O poder dessa narrativa resulta da análise dos metadados das fotografias, como a localização, a data, e da adição de outros formatos multimédia, que potenciam a história e a tornam única.

Em suma, a Storyo, fundada em 2014 na cidade de Tomar, baseia a sua atuação numa premissa: todos podemos ser os próprios storytellers das nossas vidas. Esta simples missão já deu frutos: em duas semanas após o lançamento, cerca de 80 mil histórias foram criadas por utilizadores que se espalham, até ao momento, por mais de 170 países. Já em 2016, a Storyo foi selecionada pela Portugal Ventures para uma ronda de investimento na sequência da sua candidatura à Call for Entrepreneurship.

A Storyo está disponível para Android, IOS e Fire OS.

Bilhetes para os melhores concertos e eventos

Todos nós já passámos por isto uma vez na vida: tentar arranjar um bilhete extra para um concerto porque a amiga pediu ou, por outro lado, tentar vender um bilhete que nos foi oferecido para um evento que não faz mesmo o nosso género. A partir daí, é uma aventura: preços astronómicos praticados por particulares num mercado “quase” negro ou ausência de uma estrutura onde possamos vender os nossos com confiança.

A SeatWish veio resolver este problema verdadeiramente cultural e social: trata-se de uma plataforma – na verdade, assume-se como um marketplace social – onde os utilizadores registados podem vender, comprar e trocar bilhetes de concertos, festivais e jogos de futebol. Em abril de 2016, estavam mais de 120 eventos disponíveis na plataforma.

O grande número de utilizadores já inscritos na plataforma é também uma resposta às estratégias das bilheteiras primárias, que não têm uma política de reembolso ou investem numa linha de marketing agressiva, como alegar que os bilhetes estão esgotados apenas para fazer crescer o interesse e, consequentemente, o mercado paralelo.

Fundada em 2014, a SeatWish já arrecadou os melhores bilhetes nas fileiras do investimento: foi finalista do Prémio Jovem Empreendedor da ANJE em 2015, foi vencedora do programa de aceleração da Caixa Capital (que investiu 100 mil euros) e arrecadou um segundo lugar no programa de aceleração da StartUp Braga e dos roadshows em Boston e São Francisco.

Conteúdo produzido pelo Observador Lab. Para saber mais, clique aqui.
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