Os labradores são os cães mais propensos a sofrer de obesidade, descobriu uma equipa de cientistas da Universidade de Cambridge. O grupo realizou um estudo para conseguir explicar o fenómeno. O estudo, publicado na Cell Metabolism, analisou o caso de 310 labradores, entre os quais, alguns cães-guia. Os cientistas analisaram três genes conhecidos por afetar o peso nos humanos, os veterinários pesaram os cães e os donos tiveram de responder a um inquérito sobre os hábitos alimentares dos animais.

O estudo demonstrou que uma variação do gene POMC estava diretamente ligada com o peso, obesidade e apetite dos labradores, explica a Agencia Sinc. Segundo o estudo, um em cada quatro labradores (23%) possuía esta variação.

Num estudo mais alargado, com 411 cães do Reino Unido e dos Estados Unidos, de 38 raças distintas, a alteração genética voltou a aparecer em Retrievers de pelo liso. Nestes casos, o peso e comportamento dos cães era diferente nos que tinham uma cópia do gene. Os cães com esse gene tinham, em média, mais 1,9 quilogramas do que o peso médio dos cães da raça correspondente.

Eleanor Raffan, autora principal do estudo e investigadora da Universidade de Cambridge, explicou que esta é “uma variante genética comum nos labradores e tem um efeito significativo nos cães que portam essa variante, o que torna provável que isto ajude a explicar por que razão os labradores são uma raça mais propensa a sofrer de obesidade, comparativamente a outras”.

Para Raffan, ainda ficaram estudos por realizar, já que a variante é mais frequente em Retrievers de pelo liso.

Entre 34% e 59% dos cães que vivem em países desenvolvidos têm excesso de peso, uma condição que pode levar a uma morte prematura, problemas de mobilidade, diabetes, cancro e doenças cardíacas, informa o estudo.

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