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Marcelo Rebelo de Sousa

Presidente serenou ânimos sobre contratos de associação nas escolas

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Marcelo mantém-se firme no objectivo de promover a estabilidade política. O Presidente abordou o tema dos contratos de associação com António Costa e travou uma reacção mais violenta da Igreja.

Tiago Petinga/LUSA

Marcelo Rebelo de Sousa está determinado: a estabilidade política é para manter, por isso, os estados de alma sobre a Educação são para apaziguar, independentemente das diferenças ideológicas sobre o tema. Segundo apurou (link para assinantes) o Expresso, o Presidente da República abordou a questão dos contratos de associação com os colégios privados na sua reunião semanal com o primeiro-ministro e travou uma reação mais violenta da Igreja.

Foram diligências de bastidores e ainda não está garantido que a polémica esteja sanada. Mas Marcelo Rebelo de Sousa está atento à tensão que a revisão dos contratos de associação com colégios privados que o Governo de António Costa quer fazer tem provocado, sobretudo com a Igreja.

O Presidente manteve contactos ao longo da semana passada com a hierarquia da Igreja Católica, com os representantes dos colégios privados e com o presidente do Conselho Nacional de Educação. Na quinta-feira passada, também sensibilizou António Costa para a importância de apaziguar o discurso.

Um dia depois da conversa com o primeiro-ministro, no debate quinzenal, o chefe do Executivo vincou que esta “não é uma questão religiosa” e que “essa seria absolutamente inadmissível”, mostrando que foi sensível à importância de separar as águas e evitar um conflito institucional com a Igreja. Mas não se inibiu de frisar as diferenças ideológicas face a Passos Coelho, de acusar o PSD de uma “deriva radical” e de se ter tornado “neoliberal”. No ponto mais quente do confronto, Costa acusou Passos de “enganar os portugueses” no caso dos contratos de associação. A direita respondeu com uma ruidosa pateada.

Ao final do dia, a inauguração das novas instalações do Grupo Renascença Multimédia viria a juntar os protagonistas. Perante o cardeal-patriarca, o primeiro-ministro e os líderes do PSD e CDS, Marcelo Rebelo de Sousa louvou a sabedoria e o bom senso da democracia portuguesa de saber construir um Estado laico sem atacar a Igreja Católica ou qualquer outra religião.

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