Eleições Espanha 2015

Rajoy diz que terceiro ato eleitoral seria um “ridículo mundial”

O líder do PP, Mariano Rajoy, considera que a realização de um terceiro ato eleitoral em Espanha se os partidos não alcançarem um acordo após dia 26 seria um "ridículo mundial", sublinhando que tudo fará para que tal não aconteça.

O líder do Partido Popular, Mariano Rajoy

ANGEL MEDINA G./EPA

Autor
  • Agência Lusa

O líder do Partido Popular, Mariano Rajoy, considera que a realização de um terceiro ato eleitoral em Espanha se os partidos não alcançarem um acordo após dia 26 seria um “ridículo mundial”, sublinhando que tudo fará para que tal não aconteça.

Numa intervenção hoje em Lleida, província onde o Partido Popular (PP) espera recuperar o deputado que perdeu em dezembro, Rajoy voltou a apelar ao voto útil, dirigindo-se sobretudo aos eleitores que votaram no partido Ciudadanos para afirmar que o seu voto não serviu “para nada” em 25 províncias e apelar a que a votação se concentre no PP.

Em seguida, em declarações aos jornalistas reproduzidas pela agência EFE, o chefe de Governo em funções assegurou que manterá a mesma posição de dezembro passado, quando propôs uma grande aliança ao PSOE.

Para Rajoy, se o líder socialista, Pedro Sánchez, tivesse aceitado a sua proposta, não se viveria a atual situação, em que o PSOE está prestes a converter-se na terceira força política em Espanha, sendo ultrapassado pelo Podemos.

Embora sublinhando a difícil situação dos socialistas, Rajoy considerou que o PSOE já não pode baixar mais nas sondagens pois é um partido com muitos anos de história e destacou o facto de a maioria das sondagens dar ao PP mais de 30% dos votos.

Admitindo que, ainda assim, PP e Ciudadanos não deverão, em conjunto, somar os votos necessários para formar um executivo maioritário, Mariano Rajoy voltou a insistir que manterá a sua proposta de uma grande aliança, opção que prefere à alternativa de um governo minoritário.

Aos jornalistas, Rajoy voltou a sublinhar que poderia formar-se um governo de coligação para quatro anos, transmitindo uma mensagem séria, enquanto um executivo minoritário que não consiga legislar seria uma fonte de desconfiança.

Sem querer especular sobre o que farão os seus adversários após as eleições, afirmou que se não quiserem aceitar uma coligação, pelo menos que o deixem governar — em minoria — por ser ele o mais votado.

Considerando que o atual sistema eleitoral em Espanha “prima pela concentração do voto e castiga a sua divisão”, Rajoy insistiu na necessidade de concentração dos votos moderados no PP: “É o inteligente, o eficaz e o que nos vai permitir governar”, afirmou.

“A divisão [dos votos] é o pior que pode acontecer à Espanha moderada”, insistiu, sustentando que “a Espanha moderada, que não quer governos à grega e à venezuelana”, ganhará aos “radicais e extremistas” no dia 26 de junho.

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