A segurança informática é, e vai continuar a ser, um tema na ordem do dia. As preocupações relacionadas com a invasão e/ou destruição de informação estão há muito na agenda das grandes corporações e vão entrando, aos poucos, na consciência do público em geral. Mas porque as empresas são feitas por pessoas, são muito importantes as iniciativas que promovam o “comportamento seguro” na vida online. Isto porque se um funcionário abrir, por exemplo, um anexo não seguro de um email, pode estar a comprometer a segurança de toda a empresa.

Ocorrências como esta são muito comuns e acontecem, a maioria das vezes, por ignorância. Mas os perigos já não estão só nas mensagens de correio eletrónico, as ameaças seguem pelos sítios por onde as pessoas andam. As redes sociais são por isso, hoje em dia, um dos principais alvos dos ataques informáticos.

É precisamente para discutir o tema da cibersegurança que se vai realizar esta segunda-feira à tarde, em Lisboa, a primeira #SiemensTalks promovida pela sucursal portuguesa da empresa alemã. Na verdade, o “em Lisboa” não tem relevância nenhuma, porque o encontro vai ocorrer online através, claro, de uma rede social: o Twitter.

O debate vai ser moderado pelo Observador e conta com a participação de quatro líderes de opinião no Twitter em Portugal, a que se junta um especialista em cibersegurança da Siemens. Vamos conhecê-los.

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@jonasnuts
Maria João Nogueira, 47 anos
Responsável pela área de serviços do SAPO

A Jonas (como é conhecida nas redes sociais e na blogosfera) considera o Twitter “A” rede social. Usa-a todos os dias, é uma presença permanente num dos seus três monitores de trabalho e em mobile. Disse-nos que é por ali que se mantém informada – “em breaking news ninguém bate o Twitter” – e que é através dele que estabelece uma ligação direta com o seu blogue. Profissionalmente, usa-o para ver o que se diz (ou não diz) sobre os serviços que estão sob a sua responsabilidade. A segurança e confidencialidade dos dados pessoais, onde inclui os dados de terceiros que estão sob a sua guarda, estão entre as suas preocupações.

@dassblog
Maria Duarte, 41 anos
Advogada

Para Maria Duarte, a segurança na rede é um campo complexo, que divide entre “os perigos gerais e os medos”. Manifesta-se particularmente preocupada com o roubo de identidade e com a manipulação de conteúdos, bem como com o “mapeamento total da nossa vida” que resulta da exposição, o que conduz à perda de privacidade. Entende que o Twitter é essencial como fonte de informação imediata, mas funciona também como válvula de escape e plataforma de interação e expressão de opiniões.

@brunoamaral
Bruno Amaral, 33 anos
Consultor na ComOn

Foi no Twitter que Bruno Amaral encontrou pessoas interessantes com quem aprendeu muito, diz-nos. Usa a rede social para se manter informado e para partilhar histórias e os “projetos extra” que desenvolve. Separa a componente pessoal da profissional porque “a informação que partilhamos online pode ser usada a nosso favor ou contra nós. Por isso, preocupa-o “a forma como os dados são usados por terceiros e quais as garantias” de que os nossos dados estão bem guardados.

@Cat_Domingues
Cátia Domingues, 28 anos
Publicitária e comediante

“Se não tivesse constrangimentos profissionais, era possivelmente a única que usaria. Já uso o Twitter há anos, e nele aprendi mais sobre o mundo do que na minha licenciatura.” Cátia Domingues elege o Twitter como a sua rede social preferida, graças às pessoas que lá encontra, muitos opinion makers que a ajudam a formar a sua opinião e a dos outros. Em relação à segurança, considera-a “uma questão fundamental deste século”, cuja discussão vai da proteção dos dados pessoais até à defesa da propriedade intelectual.

@ah_et_tal
Luís Dias Costa, 41 anos
Especialista em cibersegurança na Siemens Portugal

Luís Costa confessa que tem uma presença relativamente discreta no Twitter, embora admita que é a rede social que mais usa, sobretudo para se manter informado. No que diz respeito à segurança, contou-nos que olha para o assunto em duas vertentes: a pessoa e a profissional. “Na vertente pessoal, penso sempre em privacidade e na informação que devemos, ou não, tornar pública. Na vertente profissional, tenho percebido que esta é uma área cuja importância tem vindo a aumentar à medida que os acontecimentos relacionados com ataques são cada vez mais frequentes e sérios, e com maior impacto na vida das pessoas e das organizações.”

É precisamente este um dos pontos de partida deste debate, que se vai realizar esta segunda-feira, entre as 17h e as 19h. A ideia foi desenvolvida pelo departamento de relações públicas da Siemens. A responsável, Joana Garoupa@Garoupa – disse ao Observador que “com a Siemens Talks queremos trazer para a discussão influenciadores com opiniões e vivências distintas que possam aportar valor para a discussão.” Encontra neste evento, por um lado, uma oportunidade para potenciar a presença da Siemens no Twitter (menos ativa em Portugal que noutros países) e, por outro, contribuir para uma cultura de Segurança, dentro e fora da empresa.

Depois, a vertente industrial do problema. Joana Garoupa considera a cibersegurança “um tema muito caro para a Siemens, no âmbito da sua estratégia para a indústria 4.0. A segurança na rede é um dos pilares para termos uma indústria moderna e em crescimento. Aliado a isso, a Siemens Portugal, em breve, vai reforçar a sua posição nesta área e, nessa medida, considerámos que faria todo o sentido que a primeira Siemens Talks tivesse como tema a cibersegurança.”

Lá estaremos, para falar sobre segurança na rede. Siga-nos em @observadorontime ou pela etiqueta #SiemensTalks.