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Estes 29 cursos têm um quinto dos diplomados no desemprego

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Em 29 dos 1.060 cursos que vão abrir vagas no próximo ano letivo, a taxa de desemprego, em dezembro de 2015, era igual ou superior a 20%. São ministrados sobretudo a Norte.

Teatro e Artes Performativas, na Escola de Ciências Humanas e Sociais, na UTAD, é o curso com a taxa de desemprego mais alta

Andreia Reisinho Costa

Uns canudos valem ouro na hora de procurar trabalho, outros parecem mais um fundo sem garantia. É esse o caso de 29 cursos que, no próximo ano letivo, vão abrir 1.248 vagas e que apresentam taxas de desemprego iguais ou superiores a 20%.

Das artes, à psicologia, do marketing à arquitetura, passando ainda pelas finanças e pelo design. Estes cursos com poucas garantias de emprego estão localizados sobretudo no Norte de Portugal e em institutos politécnicos, em instituições como o Politécnico de Bragança e a Universidade do Minho.

Na generalidade dos casos, o número de vagas nos cursos em questão manteve-se face ao ano passado, apesar das taxas de desemprego serem um pouco preocupantes. A grande maioria apresenta poucas vagas a concurso, sendo que o mestrado integrado em Psicologia, pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, da Universidade do Porto, vai abrir 114 vagas, e apresenta uma nota mínima de 161 valores.

Há um ano, por esta altura, dava-lhe conta dos 43 cursos com taxa de desemprego igual ou superior a 20%. Estes dados comparativos permitem perceber que muitos dos cursos fecharam.

Ainda assim é necessário frisar que ter um diploma continua a compensar. A taxa de desemprego, tendo por base o número de diplomados em cada curso entre 2011 e 2014 e o número de inscritos em centros de emprego em dezembro de 2015, mostra que a taxa de desemprego junto dos licenciados em instituições superiores públicas rondava os 8,1% naquele mês. Já entre os licenciados em instituições privadas a taxa de desemprego fixava-se nos 8,8%. E de acordo com os dados do INE, em dezembro de 2015 a taxa de desemprego em Portugal fixou-se nos 11,8%.

É importante ainda salientar que este tipo de dados sobre o desemprego podem não retratar completamente a realidade, pois baseiam-se em inscritos em centros de emprego e um aluno recém-licenciado pode estar no desemprego e não se ter inscrito num centro de emprego, ou estar a trabalhar noutra área que não a do curso que tirou. Além do mais, o desemprego que se regista no momento pode mudar nos próximos anos e quando o aluno sair para o mercado pode ter outras oportunidades, dentro ou fora de Portugal. Apesar destes constrangimentos, estes são os únicos dados oficiais que existem e que ajudam a ter uma noção das saídas dos vários cursos que vão abrir vagas no próximo ano letivo.

Texto de Marlene Carriço, grafismo de Andreia Reisinho Costa.
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