Logo Observador
Orçamento do Estado

Próximo ano será de “diminuição da carga fiscal” para todos

506

O ministro da Economia assegurou que, no próximo ano, haverá uma diminuição da carga fiscal para todos os escalões. Esta, porém, poderá ser inferior ao desejado.

Manuel Caldeira Cabral esteve presente na cerimónia de entrega dos Prémios Europeus de Promoção Empresarial

TIAGO PETINGA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, assegurou esta quinta-feira que o Orçamento de Estado para 2017 trará “uma diminuição da carga fiscal” para todos os portugueses, embora admitindo que a descida possa ser inferior ao desejado.

Depois de ser questionado pelos jornalistas sobre as declarações prestadas à SIC na quarta-feira, onde admitiu que um ajustamento dos escalões do IRS podia levar a um aumento da taxa aplicável nos escalões mais elevados, o ministro esclareceu que “o que frisei é que este ano e em 2017 — e é isso que está previsto — vai haver uma diminuição da carga fiscal que será eventualmente menor do que nós desejaríamos”. “Mas, consistentemente, vamos ter dois anos de redução da carga fiscal sobre todos os portugueses“, acrescentou.

Na entrevista à SIC, Caldeira Cabral disse que “a progressividade poderá afetar as classes mais altas marginalmente”. “Um ajustamento de escalões [existentes] poderá ter um efeito desse género”, afirmou, recusando no entanto um “agravamento da fiscalidade sobre a classe média”. Esta quinta-feira, à margem da cerimónia de anúncio dos Prémios Europeus de Promoção Empresarial, o ministro garantiu que “para o ano o que está previsto é haver uma descida da carga fiscal“.

A Agência para a Competitividade e Inovação (IAPMEI) anunciou durante a tarde, em Lisboa, os vencedores nacionais da edição de 2016 dos Prémios Europeus de Promoção Empresarial, que procuram distinguir as boas práticas de promoção do empreendedorismo na Europa.

Os vencedores foram o PME Líder, um selo de reputação de empresas, criado pelo IAPMEI para distinguir o mérito das pequenas e médias empresas nacionais com desempenhos superiores, e o Dar Sentido à Vida, um projeto que visa inserir socialmente pessoas em situação de sem-abrigo ou em grave risco de exclusão social. Estes dois projetos representarão Portugal na final europeia da competição, que decorrerá em novembro.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Economia

Viva o turismo

João Marques de Almeida

Os “novos aristocratas” acham que têm privilégios especiais. Passam a vida inteira a viajar, mas nunca são turistas. As massas da classe média viajam pouco, mas se o fazem são logo turistas detestados

Terrorismo

Do lado de dentro da janela

Helena Matos

Tudo resultou em mais gritos Alá é grande”, mais carrinhas descontroladas afinal conduzidas por mão firme, mais lobos solitários que tinham quem os apoiasse. Mas "Nós não temos medo". Claro que temos