Ajuda Humanitária

Trégua na Síria perto do fim sem que haja acordo sobre entrada de ajuda humaniária

A trégua na Síria entre o regime do presidente Bachar Al Asad e as diferentes fações rebeldes entrou na reta final sem que as partes tenham chegado a acordo sobre a entrada de ajuda humanitária.

SANA/HANDOUT/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A trégua na Síria entre o regime do presidente Bachar Al Asad e as diferentes fações rebeldes entrou na reta final sem que as partes tenham chegado a acordo sobre a entrada de ajuda humanitária.

O porta-voz do gabinete da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Coordenação de Assuntos Humanitários na Síria, David Swanson, assegurou à agência de notícias espanhola EFE que os quarenta camiões de ajuda humanitária da ONU para os bairros sitiados na cidade de Allepo continuam parados na fronteira sírio-turca à espera de “luz verde”.

“Infelizmente não há novidades, continuamos à espera”, afirmou à EFE, via telefone, o porta-voz, que qualificou a situação de “frustrante”.

No entanto, mostrou-se “otimista de que todas as partes do conflito, incluindo os que exercem influência, alcancem um acordo” antes do final da trégua, que termina à meia-noite de domingo.

“Estamos prontos para sair quando recebermos luz verde”, disse David Swanson.

O general Vítktor Poznijir, do Estado-maior russo anunciou hoje que se chegou a acordo para permitir a passagem de um comboio de ajuda humanitária da ONU na cidade síria de Muadamiya, na província de Damasco, no domingo.

O diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, Rami Abderrahman, disse à EFE que o cessar-fogo “não está a correr bem” e acrescentou que, devido às violações registadas, não pode confirmar se a trégua continua ou não.

“Isto deveria ser confirmado pelos russos e os norte-americanos”, afirmou, em referência a que o cessar-fogo, que começou na segunda-feira, foi acordado entre a Rússia, aliada de Assad, e Washington, apoiante das fações rebeldes.

Nas últimas horas, registaram-se violações do cessar-fogo, em zonas onde este se aplica, que não entrou em vigor onde atuam os grupos terroristas Estado Islâmico e Frente da Conquista do Levante, antes conhecido como Frente al Nusra e, então, vinculado à Al Qaeda.

De acordo com o Observatório, hoje morreram três jovens, uma mulher e uma criança, devido a bombardeamentos do regime sírio, na cidade de Telbisa, na periferia de Homs.

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