Nostalgia

Boeing 747. O avião dos anos 70 onde hoje todos gostaríamos de viajar

602

Quando a Pan Am pediu à Boeing um avião de 400 lugares recebeu, afinal, um palácio alado. O modelo 747 nasceu durante os anos 70 e é o avião onde ainda queremos viajar. Espaço (e estilo) não faltam.

Boeing

O mundo começou a por os olhos no céu a partir dos anos sessenta. O Boeing 707 dominava os céus a par do modelo Douglas DC-8, ambos responsáveis por tornar mais comuns e alcançáveis as viagens comerciais de longa distância. Mas já nem estes dois aviões bastavam: os aeroportos norte-americanos estavam demasiado cheios com gente a fazer figas por um lugar dentro das aeronaves. E a Pan Am, a maior companhia aérea dos Estados Unidos até aos anos 90, pôs-se na linha da frente para mudar essa realidade. E em vez de um simples avião criou a “Rainha dos Céus”.

Esse foi o nome que o Boeing 747 recebeu nos anos 70, quando saiu das mãos de uma empresa que tinha muito a provar aos céus norte-americanos. A Boeing tinha perdido o contrato com a Força Aérea dos Estados Unidos e não queria falhar a uma das companhias mais emblemáticas do momento. Juan Trippe, presidente da Pan Am, sabia o que queria: um avião três vezes maior que o 707 e capaz de transportar 400 passageiros com uma autonomia muito maior. Era, dizia ele, “uma grande arma de paz, competindo com os mísseis balísticos intercontinentais pelo futuro da humanidade”. Acabaria por gastar 525 milhões de dólares ao comprar 25 modelos.

Já a Boeing não queria apenas estar preparada para uma mudança nas exigências do cliente final. O avião tinha em atenção aspetos que até aquele momento (e ainda na atualidade) eram menosprezados. A empresa construtora de aeronaves quis apostar em lugares espaçosos, design arrojado e interiores clássicos. A comodidade e a qualidade do serviço seriam as jóias da coroa da Boeing e, em última análise, de todas as empresas que aderissem aos seus negócios. E resultou: o Boeing 747 foi campeão de vendas durante 34 anos.

Veja imagens do interior do avião na fotogaleria.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: mlferreira@observador.pt
Autárquicas 2017

Falar de André Ventura

Alexandre Homem Cristo

Ventura está a ser sobrevalorizado – enquanto candidato e, mais ainda, enquanto intérprete de novos rumos para a direita. Um erro que, perante a tentação de leituras nacionais, será importante evitar.

Estados Unidos da América

Carta da América

João Carlos Espada

Na América, está em curso um vigoroso renascimento conservador-liberal. Conseguirá a vaga conservadora em gestação na Europa acompanhar a linguagem liberal e anti-estatista da sua congénere americana?

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site