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Startup Challenge: oito finalistas disputam hoje lugar no Web Summit

Disputam hoje, 18 de outubro, a final do Journey to the Web Summit, mas já ninguém lhes tira o orgulho de fazerem parte da shortlist.

Web Summit

O que têm em comum Line Health, Eat Tasty, Xhockware, Define Crowd, Peta Pilot, Top Dox, Pro Drone e Prod Smart? São oito startups que agarraram o desafio lançado pela Microsoft Portugal – o Startup Challenge – e conseguiram chegar à final. Encontraram pelo caminho um júri internacional de oito elementos e mais 132 startups que competiam por um lugar na shortlist e, claro, pelo primeiro lugar. A vencedora é revelada, hoje à noite, terça-feira, depois de as oito finalistas passarem pela prova derradeira: o pitch final do Startup Challenge.

O Startup Challenge, no qual a Microsoft Portugal se associou à Embaixada dos EUA, está integrado no programa Journey to the Web Summit, criado por esta empresa tecnológica para ajudar as startups a tirar o melhor partido do Web Summit, que Lisboa acolhe entre 7 e 10 de novembro.

A startup vencedora terá direito a um espaço para mostrar o seu trabalho e contactar possíveis investidores no stand da Microsoft no Web Summit, um ano de residência no acelerador Canopy City em Boston, apoio legal para criar uma entidade nos EUA, entre outros benefícios.

Além deste desafio, o programa integra masterclasses online, atividades no próprio Web Summit e o evento que marca o dia de hoje, 18 de outubro: o Seminar & Startup Challenge Final Pitch inclui um conjunto de sessões vocacionadas para as startups e o crescimento dos seus negócios, contando com a presença de Robert Sherman, embaixador dos EUA em Portugal, Gus Franklynbute, embaixador dos EUA em Londres, e Paula Panarra, Diretora da área de setor público e Diretora Geral interina da Microsoft Portugal.

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As oito finalistas do Startup Challenge destacaram-se pela visão do negócio, pertinência do problema que desejam resolver e qualidade da equipa. Hoje à tarde, terão a oportunidade de fazer o seu pitch, desafio que levará à consagração da vencedora. “Foi extremamente difícil selecionar as oito finalistas. Havia pelo menos mais 30 que poderiam ter sido escolhidas, o que prova a crescente qualidade do ecossistema português de startups”, admite Jason Nadal, diretor da área de Desenvolvimento e Empreendedorismo da Microsoft Portugal, acrescentando ainda que “o que o júri mais privilegiará será sobretudo “a qualidade do pitch apresentado”, conclui.

Quem são, afinal, estas oito finalistas?

A falta de adesão à terapêutica, isto é, não tomar a medicação conforme prescrita pelo médico, é um problema que carrega consigo mais internamentos hospitalares, agravamento de doenças crónicas, perdas na ordem dos 290 milhões de dólares anualmente nos EUA e de 125 milhões de euros na Europa. Estudos recentes apontam que, nestas duas realidades geográficas, apenas 50% dos doentes tomam a medicação adequadamente.

A LineHealth é a personificação da inovação na saúde e a resposta a este problema. A startup, fundada em 2014, em Lisboa, e já com escritórios em Boston, desenvolveu uma solução digital que organiza a medicação dos doentes e distribui cada medicamento à hora certa, além de monitorizar a adesão. O percurso desta equipa jovem está recheado de metas alcançadas, desde um primeiro prémio na Lisbon Investment Summit e à integração na Startup Lisboa, em 2015, até à parceria com o programa do IC2 Instituto da Universidade do Texas e a integração no program BOLT, em Boston, em 2016.

No entanto, a maior parceria que esta startup de digital healthcare alcançou foi com a Bayer Healthcare em 2015, permitindo-lhe aceder ao primeiro investimento e a tecnologia-piloto em Berlim. Nas várias rondas de investimento até à data, a Line Health já conseguiu angariar cerca de um milhão de dólares.

Passando da saúde para outra necessidade diária, encontramos a finalista Eat Tasty, que promete trazer para o nosso dia-a-dia o sabor e as memórias da comida caseira. Assumindo-se como uma Food Network Orchestrator, esta startup lisboeta coloca em rede chefes de cozinha que preparam pratos caseiros; depois, os consumidores encomendam online os seus favoritos e a Eat Tasty leva-os a casa ou ao local de trabalho.

Desde dezembro de 2015, a Eat Tasty já arrecadou 245 mil euros em investimento e tem uma parceria com o Continente (Sonae). Durante a primavera deste ano, a equipa esteve incubada na aceleradora Beta-i e atualmente opera a partir dos escritórios da Bright Pixel.

Se, entretanto, ficou inspirado para preparar uma refeição caseira e tem de ir às compras, a Xhockware tornou este processo muito mais fácil. A startup desenvolveu a solução de smart shopping YouBeep – um sistema de checkout que permite efetuar o pagamento de um carrinho de compras em menos de um minuto, sem ter de estar horas na fila.

Logo em 2014, ano em que foi fundada, a Xhockware integrou um programa de aceleração na Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, e já passou pela UPTEC, CMU Portugal e UTEN. Os programas-piloto com o Lidl, Pingo Doce, Auchan e Continente, bem como as parcerias com o Google Express, a Fujitsu e a SEQR & SIBS deram-lhe mais fôlego para prosseguir um percurso que vale já quase três milhões de euros em investimento.

A Defined Crowd, outra finalista da Startup Challenge, marca pontos na área da inteligência artificial. Constrói plataformas de recolha de informação para machine learning, permitindo acelerar os processos de teste e modelação das empresas.

Fundada há pouco mais de um ano, a startup incubada na Startup Lisboa começou logo com 200 mil dólares em investimento pré-semente, que conseguiu angariar na Microsoft Ventures Accelerator, em Seattle. Hoje, esse investimento já ultrapassou a barreira de um milhão.

Ainda na área preferida dos filmes de ficção científica, a Peta Pilot desenvolve produtos e plataformas tecnológicas para analisar big data. A solução Colbi (Collaborative Business Intelligence) permite às empresas fazerem de forma simples um check-up à sua saúde financeira, legal e comercial, identificando inconsistências entre vendas e faturas ou impostos, como uma verdadeira auditoria interna.

Nascida no Porto, mas já presente em vários mercados, como a Polónia, através da parceria com a SAGE Poland, a Lituânia, pela Deloitte, os mercados de França e Luxemburgo, pelas mãos do grupo Delta, esta startup tem como principal parceira tecnológica a Microsoft Portugal. Até ao momento, conseguiu angariar 500 mil euros em investimento.

Nascida também no Porto, no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC), integra a shortlist a Top Dox – The Documents Platform, que simplifica todo o processo de arquivo, partilha e edição de documentos disponíveis no smartphone, no tablet ou em clouds, independentemente do formato em que se encontrem. A formatação original do documento nunca se perde e é ainda possível exportar documentos para pdf, fazer anotações no ficheiro e sincronizar todas as contas cloud.

Foi com esta simplicidade na manga que a Top Dox já arrecadou quase um milhão de euros em investimento e chamou a atenção de gigantes como a Apple, a Google e a Atlassian.

Outra startup desta shortlist tem o vento como melhor amigo. A Pro Drone desenvolveu uma solução que permite a inspeção de turbinas eólicas com drones, reduzindo o tempo de inspeção e os riscos de segurança associados à tradicional inspeção com cordas. Logo em 2015, uns meses depois da sua fundação, a Pro Drone venceu a competição internacional de startups de energia sustentável em Berlim. As suas parcerias com a EDP e Generg, entre outras, além de 20 mil euros angariados nas várias competições, colocam-na em ventos favoráveis.

A última startup da shortlist é a Prod Smart, que assume a função de cuidar do batimento cardíaco de qualquer empresa, através da análise da sua produção em tempo real. Deesta forma, as empresas reduzem desperdícios, cumprem todos os requisitos legais de rastreabilidade, ultrapassam atrasos na produção e registam-na sem qualquer folha de papel. Esta startup incubada na Startup Lisboa tem já 20 clientes em três países, parcerias com a Microsoft, Vodafone, o Ministério da Economia da Alemanha e o Governo português. Arrecadou perto de um quarto de milhão de euros em investimento.

São estas as oito startups que disputam hoje a final do Startup Challenge. Há, decerto, mais um aspeto que partilham todas em comum: a vontade de vencer.

Conteúdo produzido pelo Observador Lab. Para saber mais, clique aqui.
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