Nostalgia

Playgirl. A história da revista erótica feminina em imagens

Nasceu nos anos setenta para acompanhar a emancipação da mulher. Agora só a podemos folhear... na internet. Mas mantém-se fiel aos seus princípios: não há pudor na hora de mostrar um homem nu.

Playgirl

Em 1990, uma revista pôs as mulheres a baterem palmas quando convidou o Príncipe Carlos de Inglaterra a posar como veio ao mundo por 45 mil dólares. Não aconteceu, mas não precisava: a Playgirl já era uma revista de sucesso desde 1973, quando Douglas Lambert a publicou para satisfazer as mulheres feministas dos anos setenta, à semelhança do que a Playboy ou a Penthouse fazia com os homens.

Embora as mulheres heterossexuais fossem o público-alvo da Playgirl, o tempo fez surgir novos interessados: os homens homossexuais representavam 30% de todas as vendas da revista, revelou em 2003 a editora-chefe da publicação mensal, Michele Zipp. Era “entretenimento para mulheres, porque não há nenhuma outra revista que satisfaça as mulheres do modo que satisfazemos, mas também amamos nossos leitores gays”, acrescentou.

Um ano antes disso, a Playgirl já tinha causado burburinho ao convidar os ex-trabalhadores da empresa de energia Enron, que faliu e atirou centenas de pessoas para o desemprego, a posarem para a revista. O ensaio foi chamado de “Os Homens da Enron” e explicava como é que eles tinham “perdido as camisas”.

Embora as capas fossem discretas, as páginas da Playgirl eram destemidas. A revista nunca se escusou a mostrar homens completamente nus, com exceção das primeiras publicações e do ano de 1987. Foi um ano desastroso para as vendas, logo compensadas quando John Paul posou nu para a revista. A partir daí, a inovação tomou conta da publicação, com páginas de fazer corar até os mais desinibidos, ao mostrar sem pudor os órgãos sexuais masculinos, muitas vezes excitados.

Desde 2009 que a revista não é vendida em papel. Resignou-se ao mundo online. Mas na fotogaleria pode ver as capas dos anos oitenta.

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