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Eleições Espanha 2015

Rainha Letizia faltou à tomada de posse de Rajoy

Foi a primeira vez que Felipe VI presidiu a uma tomada de posse de um primeiro-ministro, depois de ter sido proclamado rei em 2014. Mas a sua mulher não o acompanhou na cerimónia.

O rei Felipe VI ao lado do líder do PP, Mariano Rajoy esta segunda-feira no palácio da Zarzuela

Angel Diaz / POOL/EPA

Foi a primeira vez que Felipe VI, proclamado rei de Espanha em 2014 depois de o seu pai ter abdicado do trono, presidiu à cerimónia de tomada de posse de um chefe de Governo. Mais. Fê-lo dez meses depois de uma instabilidade política que quase obrigou os espanhóis a voltarem às urnas pela terceira vez. Ainda assim, Felipe VI fê-lo sozinho, sem a sua companheira e rainha Letizia ao lado. Uma ausência sentida pela imprensa espanhola, habituada a ver a antecessora e sogra de Letizia nas últimas cerimónias de tomada de posse.

O jornal El Espanhol é um dos que dá conta da ausência de Letizia. A publicação recorda que a cerimónia que ocorreu esta segunda-feira no Palácio da Zarzuela não foi uma qualquer. Aconteceu depois de dez meses de instabilidade politica, sem acordo possível entre as várias forças e a tomada de posse do conservador Rajoy só foi possível depois do PSOE ter decidido abster-se para permitir a formação de um Governo e evitar a ida dos espanhóis às urnas pela terceira vez num ano.

Na verdade, a Constituição espanhola não obriga à presença da rainha numa cerimónia destas, esse foi um hábito instalado pela antecessora e sogra de Letizia. A rainha Sofia acompanhou sempre Juan Carlos I nas últimas dez tomadas de posse dos chefes de Governo, desde 1986: de Felipe González, José María Aznar, José Luis Rodríguez Zapatero ou Mariano Rajoy.

Do Palácio da Zarzuela, a resposta oficial é que este é um “processo constitucional” que corresponde ao chefe de Estado, pelo que Letizia não tem participado. Mais. No final da tarde de segunda-feira, Letizia esteve em Paris para um congresso sobre o cancro.

O PP, liderado por Mariano Rajoy, foi o partido mais votado pelos espanhóis, mas sem maioria absoluta — nem nas eleições de 20 de dezembro, nem das de 26 de junho último.

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