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Lisboa

Famosa subida dos Comandos regressa a uma renovada São Silvestre da Amadora

A 42ª edição da corrida de São Silvestre da Amadora, apresentada esta terça-feira no salão nobre da autarquia, surge com um percurso renovado, destacando-se o regresso da famosa subida dos Comandos.

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

A 42ª edição da corrida de São Silvestre da Amadora, apresentada esta terça-feira no salão nobre da autarquia, surge com um percurso renovado, destacando-se o regresso da famosa subida dos Comandos.

Há um novo local de partida, que acontecerá na estrada dos Salgados, junto ao metro da Amadora, com a meta instalada na praça São Silvestre, também perto da estação do metro.

“A São Silvestre tem um peso muito grande na cidade da Amadora. Já é a minha 15.ª corrida como acompanhante e a ideia que tenho é que existe muito calor humano nesta prova. Agradeço a presença da Rosa Mota na apresentação desta 42.ª edição, pois é um ícone da cidade e do país”, disse Carla Tavares, presidente da Câmara Municipal da Amadora.

Rosa Mota, que venceu esta competição em 1989, não tem a memória curta. “Recordo-me perfeitamente da dureza da famosa subida dos comandos. E também recordo que o calor humano sempre marcou esta São Silvestre. As pessoas da Amadora sempre foram muito carinhosas comigo e tratavam-me por Rosinha”.

A campeã olímpica da maratona nos Jogos Seul1988 e mundial em Roma1987 não concorda com o horário atualmente estabelecido para o início da corrida: as 18h00 horas. “É pena não corrermos a São Silvestre à meia-noite. Isso tinha mais piada”.

Para a Federação Portuguesa de Atletismo, representada pelo vice-presidente Luís Figueiredo, a São Silvestre da Amadora está assente em três pilares: prestígio, qualidade e quantidade. “É, sem sombra de dúvidas, a melhor São Silvestre do país”, constatou este dirigente federativo.

“Foi colocada à nova direção o objetivo de renovar a corrida dentro de um modelo de organização tripartido. E queremos uma prova com ‘glamour'”, sublinhou Nuno Vedor, o novo presidente do Clube Desportivo Operário Rangel, clube que esteve na génese desta competição, que arrancou em 1975 e teve Carlos Lopes como o primeiro vencedor.

Neste momento, estão inscritos cerca de 1.000 atletas, mas a organização pretende atingir os 2.000. Entre os portugueses já inscritos, destaques para Salomé Rocha, Marisa Barros, Catarina Ribeiro, Rui Pinto, Samuel Barata e Licínio Pimental. Mas a organização espera confirmar mais nomes nas próximas horas.

Em 2015, Rui Silva, então atleta do Sporting, foi o primeiro a cortar a meta, com o tempo de 30,01 minutos. Em femininos, a vitória sorriu a Catarina Ribeiro, do Benfica.

Os vencedores masculinos e femininos arrecadam um prémio monetário de 1.500 euros.

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