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Caminho reedita “O Rio Triste”, de Fernando Namora

Publicado originalmente em 1982, o romance sai no final de janeiro numa nova edição da Caminho. Este é um de dois livros de Fernando Namora que a editora planeia reeditar este ano.

Fernando Namora nasceu em Condeixa a 15 de abril de 1919

MANUEL MOURA / LUSA

A editora Caminho vai continuar a republicação das obras de Fernando Namora com O Rio Triste. O romance — que David Mourão-Ferreira considerou o “mais polifonicamente ambicioso” e “arrebatadoramente conseguido” de Namora — chega às livrarias a 31 de janeiro, com prefácio de Mourão-Ferreira e posfácio de Fernando Baptista.

Publicado originalmente em 1982, O Rio Triste venceu nesse ano os prémios Fernando Chinaglia, Fialho de Almeida e D. Dinis. Reconhecido com uma das melhores obras de Namora, trata-se de um romance onde temas como o amor e a morte se fundem com os problemas políticos da guerra colonial, da emigração e da resistência.

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O livro chega às livrarias a 31 de janeiro

Fernando Namora nasceu em Condeixa a 15 de abril de 1919 e morreu em Lisboa a 31 de janeiro de 1989. Licenciado em Medicina pela Universidade de Coimbra, foi no ambiente coimbrão e estudantil que procurou inspiração para as suas primeiras, como Fogo na Noite Escura (1943). Em 1949, lançou Retalhos da Vida de um Médico, uma série de narrativas sobra a sua experiência enquanto médico no interior de Portugal reeditadas no ano passado pela Caminho. A edição esgotou e uma nova já está a ser imprensa.

Autor de uma obra extensa, das mais divulgadas e traduzidas nos anos 70 e 80, marcou profundamente a literatura portuguesa da segunda metade do século XX. “Os seus romances constituem um acervo de grandeza e humanismo”, refere a editora que, até ao final de 2017, planeia lançar Domingo à Tarde, romance publicado em 1961 e vencedor do Prémio José Lins do Rego. Este segue a história de Jorge, um médico irascível, cínico e desagradável, e do seu encontro com Clarisse, uma doente.

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