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Presidente Trump

União pelas Liberdades Civis recebeu 80 milhões desde que Trump é Presidente

A União Americana pelas Liberdades Civis anunciou ter recebido cerca de 600 mil novos membros e doações de quase 80 milhões de dólares desde que Donald Trump foi eleito Presidente.

A União Americana pelas Liberdades Civis anunciou este domingo que já recebeu cerca de 600 mil novos membros e doações de quase 80 milhões de dólares desde que Donald Trump foi eleito Presidente dos Estados Unidos. “Há um sentimento real de urgência mas o que é realmente importante é que as pessoas estão a tomar atenção”, comentou o diretor executivo desta associação, cuja missão é proteger as liberdades individuais dos cidadãos e que tem sido um dos principais rostos da contestação às medidas tomadas e anunciadas pelo novo Presidente norte-americano.

Só nos dois dias a seguir à proibição de entrada no país por parte de cidadãos de sete países predominantemente muçulmanos a UCLA recebeu 24 milhões de dólares em doações dos membros que agora duplicaram o número para cerca de 1,2 milhões.

Quando Trump foi eleito, o site e a revista da União apresentaram um novo slogan: “See you in court” (vemo-nos no tribunal), uma expressão cada vez mais popular, e que revela a judicialização das relações sociais nos Estados Unidos. A mesma expressão foi usada pelo Presidente quando reagiu à suspensão da sua decisão de proibir a entrada de cidadãos de sete países muçulmanos, alegando razões de segurança interna.

A batalha legal que está a ser preparada pela UCLA passa pela entrega de petições e requerimentos legais para ter acesso aos documentos que mostrem um eventual conflito de interesses e também já deu entrada num tribunal um processo contra a aceitação de pagamentos por parte de governos estrangeiros em hotéis e outras propriedades detidas pelo grupo económico liderado por Donald Trump.

O aumento do orçamento da UCLA para 220 milhões de dólares vai permitir que esta associação com 1.150 empregados possa contratar mais advogados e pessoal em Nova Iorque e em Washington, apostando na abordagem aos cidadãos em ações de protesto e de lobbying (grupos de pressão), explicou o diretor executivo à AP.

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