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Cinema

Cinemateca abre ciclo sobre “Novos Olhares” do cinema português

O filme "Arena", que valeu a João Salaviza a Palma de Ouro em 2009, em Cannes, abre esta sexta-feira o ciclo "Novos Olhares", que a Cinemateca dedica ao cinema português até maio, em Lisboa.

Ao longo deste mês vão ser exibidos mais de 30 filmes

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  • Agência Lusa

O filme “Arena”, que valeu a João Salaviza a Palma de Ouro em 2009, em Cannes, abre esta sexta-feira o ciclo “Novos Olhares”, que a Cinemateca dedica ao cinema português até maio, em Lisboa. O ciclo é ele mesmo uma pergunta, como escreve a Cinemateca na nota de programação: “Para onde estão a ir os novos realizadores portugueses?”.

Ao longo deste mês vão ser exibidos mais de 30 filmes, que refletem “um universo muito amplo e dificilmente demarcável”, de realizadores que nasceram “no período histórico pós-1974” e exibiram o seu cinema “já depois da viragem do século”. A abertura da programação dá-se com filmes que representam dois momentos distintos do percurso de João Salaviza, de 33 anos: a curta-metragem “Arena”, que lhe valeu o prémio máximo de Cannes, e a primeira longa-metragem, “Montanha”, de 2015.

Tal como estes dois filmes, outras escolhas do ciclo terão primeira exibição na Cinemateca, já depois de terem feito ou continuarem a fazer percurso por festivais e programações internacionais. Tais são os casos de “É na terra não é na lua”, documentário de Gonçalo Tocha sobre o Corvo, a mais pequena das ilhas dos Açores, e “A nossa forma de vida”, de Pedro Filipe Marques, ambos premiados no DocLisboa, em 2011.

O programa contará ainda com três “triplas”: “A minha mãe é pianista”, “Entrecampos” e “Maria do Mar”, de João Rosas, e “Incêndio”, “Outubro acabou” e “Confidente”, coassinados por Miguel Seabra Lopes e Karen Akerman. Destaque ainda para a escolha de “Rhoma Acans”, filme de escola de Leonor Teles, e “Balada de um batráquio”, com o qual a realizadora, de 24 anos, venceu o Urso de Ouro de melhor curta-metragem em Berlim, em 2016.

Este programa da Cinemateca em torno do cinema português irá prolongar-se por abril e maio, tendo apenas sido anunciados os realizadores em destaque, entre os quais Marta Pessoa, Cláudia Varejão, André Gil Mata, António da Silva, Carlos Conceição, Gabriel Abrantes, Rodrigo Areias, Patrick Mendes e Diogo Costa Amarante, premiado no mês passado com o Urso de Ouro em Berlim por “Cidade Pequena”.

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