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FIFA avisa que restrições de Trump podem dificultar candidatura dos EUA ao Mundial de 2026

A FIFA está a ultimar os requisitos das candidaturas à realização do Mundial de Futebol de 2026 e avisa já, a propósito do decreto-Trump, que qualificados têm de ter acesso total ao país anfitrião.

Christian Charisius/EPA

Mais um impacto do decreto anti-imigração de Donald Trump, desta vez na festa maior do futebol. O presidente da FIFA avisou os americanos que, se querem candidatar-se a anfitriões do Mundial de futebol de 2026, têm de garantir que jogadores, funcionários e adeptos tenham total acesso ao país, seja qual for o seu país de origem.

Gianni Infantino, citado pela Associated Press, lembrou esta quinta-feira que “qualquer equipa, incluindo os adeptos e funcionários [que a acompanham] que se qualificarem para o Mundial de Futebol têm de ter acesso ao país, de outra forma não haverá campeonato do Mundo. Isso é óbvio”. A declaração chega numa altura em que a FIFA está a ultimar as regras a que têm de obedecer os países que querem candidatar-se à organização do torneio em 2026, com o anúncio da decisão final previsto para 2020. Infantino diz que as regras serão “claras” e “depois cada país poderá tomar a decisão se, com base nos requisitos, quer ou não candidatar-se”. Os Estados Unidos é um dos possíveis candidatos (e favorito) a receber o Mundial de Futebol que já passou por aquele país em 1994.

Ainda esta semana, Donald Trump assinou uma nova ordem executiva para controlar as entradas nos EUA de pessoas vindas de seis países muçulmanos: Irão, Síria, Líbia, Somália, Sudão e Iémen. Destes seis apíses, o Irão é o que aparece melhor colocado no ranking da FIFA, ocupando o 33º lugar e foi o uníco país deste grupo que já foi qualificado para uma fase final, por quatro vezes. A Líbia é o segundo melhor deste conjunto de países, com o 92º lugar do ranking da FIFA, seguido da Síria (95º). O Sudão aparece no posto 138, Iémen no 148 e a Somália está no último lugar (205).

Apesar do alerta que deixou, Infantino também afirmou “respeito” pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e tentou desdramatizar o decreto anti-imigração dizendo que “há muitos países que têm restrições de visita ou vistos”. “Trump é o presidente dos EUA e, por isso, tenho respeito por aquilo que ele faz. Ele está em funções para, juntamente com o seu Governo, tomar as decisões que considera melhores para o seu país”. O decreto de Trump já tinha levantado algumas preocupações na candidatura à organização pelo país de outro evento desportivo. Los Angeles está a apostar forte numa candidatura aos Jogos Olímpicos de 2024.

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