Impostos

Comércio online e obras na mira do fisco

O fisco vai reforçar o controlo do comércio online e nas obras de reabilitação de imóveis em 2017 Alojamentos locais, restaurantes, cabeleireiros e salões de beleza também serão mais controlados.

Getty Images

Autor
  • Miguel Videira Rodrigues

O fisco planeia aumentar o controlo dos programas de faturação e afetar mais agentes à paisana no comércio online, nas obras de reabilitação de imóveis, nos alojamentos locais, restaurantes, cabeleireiros e salões de beleza. O objetivo desta ação é uma correção de impostos de 1.500 milhões de euros, conta o Diário de Noticias, que teve acesso a um plano do governo.

O Plano Nacional de Atividades da Inspeção Tributária e Aduaneira (PNAITA) pretende apostar numa intensificação do controlo dos programas de faturação e por reforçar as verificações in loco, recorrendo a um aumento dos agentes à paisana.

O relatório a que o DN teve acesso refere que “os conceitos de residência ou de localização das operações, através dos quais nos fomos habituando a sustentar a tributação, tendem hoje a ser de difícil aplicação, face aos novos modelos de negócio que emergem, sustentados em novas tecnologias e na economia digital partilhada”. O fisco considera prioritário criar um sistema de monitorização e controlo de empresas que operem através de plataformas online devido à mudança nos modelos de negócio a que estes serviços obrigaram e à rapidez com que este tipo de atividades consegue crescer.

O fisco promete, este ano, intensificar o controlo dos programas de faturação, em busca de programas fraudulentos. Desde 2014 os funcionários da Autoridade Tributária podem realizar despesas sem se identificarem, portanto, serão intensificados os agentes à paisana para que, mais facilmente, possam controlar se as faturas são comunicadas ao portal das Finanças ou não. No total, a ação que será implementada deve ser suficiente para corrigir os impostos na ordem dos 1.500 milhões de euros, confia o Governo.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Orçamento do Estado

Tributação com sal q.b.

Susana Claro
137

Quando se atingem níveis de tributação em que os impostos indiretos são responsáveis por metade do preço de venda dos produtos, há que indagar se não estará na altura de decidir que Estado queremos.

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site