Legionela

Já há quatro casos de doença do legionário na Maia

Mais dois casos de doença do legionário no concelho da Maia foram notificado pelas autoridades de saúde, subindo para quatro o número de infetados. Inspeção à fábrica Sakhti não encontrou legionella.

PAULO NOVAIS/LUSA

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  • Agência Lusa
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Um novo caso de “doença dos legionários” no concelho da Maia foi notificado esta quarta-feira à tarde pelas autoridades de saúde, subindo para quatro o número de confirmações de pessoas infetadas com a bactéria ‘Legionella’, anunciou a Direção-Geral da Saúde (DGS) num comunicado. Contactada pelo Observador, a DGS acrescentou ainda que há outros seis casos em investigação, de pessoas que não estão ligadas à fábrica onde foram detetados os primeiros casos, a Sakthi. O quarto paciente está internado no Hospital de Santo António, também no Porto. A DGS assinala que os dois novos casos “poderão ter adquirido a infeção antes da conclusão dos trabalhos de descontaminação das torres de arrefecimento da empresa”.

O terceiro caso, notificado através do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE), refere-se a um doente que se encontra internado no Centro Hospitalar de São João, no Porto, com “estado clínico considerado estável”. A DGS adianta que se mantém o nível de alerta, “uma vez que coincide com o último dia do período de incubação correspondente à desinfeção das torres (de arrefecimento de ar-condicionado) suspeitas”.

A autoridade de saúde reitera que “a população residente no concelho da Maia não precisa de tomar cuidados adicionais” e acrescenta que “os trabalhos conduzidos pela Inspeção-Geral do Ambiente (IGAMAOT) confirmam que a unidade fabril está em condições de continuar a laboração”. Isto porque “os trabalhos de desinfeção entretanto concluídos revelaram amostras sem contaminação, segundo o Instituto Ricardo Jorge”, segundo o comunicado da DGS.

O Ministério do Ambiente anunciou entretanto que a inspeção extraordinária à empresa Sakthi revelou a ausência de Legionella pneumophila nas torres de refrigeração da unidade industrial de componentes automóveis.

A ação foi realizada pela Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território realizou, a 13 de março, depois de um pedido feito pela Direção Geral de Saúde para averiguar a eventual presença da bactéria legionella pneumophila. A iniciativa resultou da deteção de um caso de doença do legionário na unidade da Maia, distrito do Porto.

Na inspeção, em que participaram inspetores das equipas de Inspeção Ambiental e de Investigação Criminal, foram realizadas diligências para apurar da eventual existência de contaminação por Legionella pneumophila, designadamente ao nível da recolha de amostras de água das torres de refrigeração e do tanque de arrefecimento. As amostras seguiram para o Instituto Ricardo Jorge no Porto e os resultados, conhecidos esta quarta-feira, revelaram a ausência de Legionella pneumophila em todas as amostras recolhidas.

O Ministério do Ambiente confirma ainda que a empresa se encontra a dar cumprimento ao plano de manutenção das instalações a assegura que não se verifica qualquer risco que justifique a adoção de quaisquer medidas subsequentes.

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