Logo Observador
Livros

“História da Menina Perdida”, de Elena Ferrante, é o Livro do Ano Bertrand

146

O romance "História da Menina Perdida", de Elena Ferrante, publicado no ano passado pela Relógio d'Água, é o vencedor do Prémio Livro do Ano Bertrand.

Autor
  • Agência Lusa

O romance História da Menina Perdida, de Elena Ferrante, publicado no ano passado pela Relógio d’Água, é o vencedor do Prémio Livro do Ano Bertrand, foi divulgado esta sexta-feira.

A obra é o quarto volume de uma coleção que conta a história das amigas Elena e Lila, acompanhando as suas vidas desde a infância, em Nápoles, no sul de Itália.

A criação, pela rede de livrarias Bertrand, do Prémio Livro do Ano Bertrand, foi anunciada em dezembro do ano passado. Este é um galardão votado por leitores e livreiros.

O prémio distingue “uma obra em prosa, seja romance, conto ou novela, editada no nosso país ao longo do último ano”, sendo o júri “composto por todos os livreiros da rede Bertrand, que desempenham um papel fundamental na promoção diária do livro e da leitura, e pelos leitores, oferecendo-lhes a oportunidade de distinguir os livros que mais os marcaram em cada ano”, explicou a rede livreira em comunicado, em janeiro último.

“História da Menina Perdida”, de Elena Ferrante, terá reservado um lugar de destaque nas livrarias Bertrand, em especial ao longo do ano de 2017, segundo informou esta rede de lojas.

Em segundo lugar, ficou Vaticanum, de José Rodrigues dos Santos, editado pela Gradiva, e, em terceiro lugar, O Evangelho Segundo Lázaro, de Richard Zimler, da Porto Editora.

O top dez fica completo com Nem Todas as Baleias Voam, de Afonso Cruz, da Companhia das Letras, em quarto lugar, Homens Imprudentemente Poéticos, de Valter Hugo Mãe, da Porto Editora, em quinto, Uma Terra Chamada Liberdade, de Ken Follett, da Editorial Presença, em sexto, e Doutor Sono, de Stephen King, da Bertrand Editora, em sétimo.

Segue-se o romance As Areias do Imperador, de Mia Couto, da Editorial Caminho, em oitavo lugar, Prometo Perder, de Pedro Chagas Freitas, da Marcador, na nona posição, e, finalmente, em décimo lugar, Como Vento Selvagem, de Sveva Casati Modignani, da Porto Editora.

A genial Elena e a história dos autores anónimos

Fonte da rede Bertrand disse à agência Lusa que, nesta primeira edição, foram registados “cerca de 20.000 votos”, “o que representa uma enorme vontade e interesse por parte de todos aqueles que lidam diariamente com livros e que ganharam voz para reconhecer publicamente os seus livros e autores preferidos”.

A Bertrand é a maior rede portuguesa de livrarias, com 55 balcões distribuídos por todo o país, continente e ilhas, com uma superfície comercial atual que ultrapassa os 11.000 metros quadrados, segundo fonte da empresa, e uma livraria ‘online’ que disponibiliza mais de oito milhões de referências entre livros em português, inglês, francês e espanhol.

A primeira livraria Bertrand foi fundada em 1732, por Pedro Faure, na rua Direita do Loreto, em Lisboa, que coincidiria com a área da atual rua do Loreto, e mantém-se desde a segunda metade do século XVIII nos n.ºs 73-75 da rua Garrett, no Chiado, também na capital, para onde se transferiu após o terramoto de 1755.

O Guinness World Records reconhece a Livraria Bertrand, no Chiado, como a mais antiga do mundo em funcionamento.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt