Segurança Social

Vieira da Silva desafia economia social a dar salto organizativo no congresso deste ano

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O ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, desafiou hoje a economia social a dar um salto na sua representação organizada durante o congresso do setor que decorrerá este ano.

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O dirigente socialista e ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, desafiou este sábado a economia social a dar um salto na sua representação organizada durante o congresso do setor que decorrerá este ano.

Numa conferência sobre economia social, na sede do PS, em Lisboa, Vieira da Silva considerou que o congresso nacional da economia social será “um momento chave de afirmação” do setor, mas alertou que se ficar por ser “mais uma conferência, onde se debatem problemas e desafios e de onde sai uma carta” permanecerá apenas como uma “nota de rodapé”.

“Se não tiver a capacidade de produzir um salto qualitativo, em particular naquilo que tem a ver com a representação organizada e conjunta da economia social, se esse passo não for possível ser construído, não iremos tão longe quanto a realidade nos obriga”, desafiou Vieira da Silva.

A conferência de hoje assinalou a criação do Departamento Nacional de Economia Social do PS, liderado pela secretária nacional Susana Ramos, ao qual Vieira da Silva lançou também desafios.

“Essa intervenção organizada é uma intervenção que tem a ver com a ação política, mas que só será eficaz – porque o PS tem o seu código genético e os seus compromissos com a sociedade – se for profundamente imbuída do respeito por características essenciais da economia social: a sua independência e o seu caráter democrático”, afirmou.

Ao intervir no encerramento da conferência, a secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, garantiu que o tema “não será partidarizado pelo PS, mas respeitará todas as organizações da economia social”, na vontade de continuar a ser “um aliado deste setor”.

Numa intervenção de enquadramento histórico e teórico, Vieira da Silva apontou para a “evidência da superior resiliência da economia social face a todas as outras formas de organização, em quadros de grande instabilidade económica, financeira e social”.

“Não digo, ninguém acreditaria em mim, que o setor não sofreu em Portugal, como noutros países, com as vagas de crise, quer na dimensão financeira, das políticas públicas ou orçamentais”, disse.

“Obviamente que sofreu, mas mostrou uma capacidade de resiliência superior a muitos outros ramos de atividade e outro de tipo organização. Isso dá-lhe hoje um capital, uma posição de exigência, que é obviamente uma oportunidade”, sustentou.

Vieira da Silva sublinhou ainda o crescimento da despesa pública em termos reais na associação entre o Estado e o setor social.

“Só na dimensão que eu sou hoje responsável, área da ação social, desde que foi assinado há 20 anos, o pacto de cooperação para a solidariedade, pelo então primeiro-ministro António Guterres, o valor real das transferências do Estado para o setor social, algum dele cooperativo, cresceu três vezes”, declarou.

ACL // VAM

Lusa/Fim

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