Lançamentos

Desde 22.900€. Novo Volkswagen Golf até se controla por gestos

Arranca amanhã a comercialização da mais recente actualização do best-seller da Volkswagen. O novo Golf vem com motores que prometem e um sistema de controlo por gestos – uma estreia neste segmento.

Autor
  • Simone Carvalho

Imagine que lhe oferecem um presente, mas sem embrulho. Parece que tudo está à vista e que não há maneira de ser surpreendido… A mais recente actualização do Golf é assim: parece que pouco muda, mas a verdade é que é uma verdadeira caixinha de surpresas. E das boas.

A renovação da sétima geração do compacto alemão tem o condão de nos surpreender, não por fora, mas por dentro. Na estética, há umas alterações aqui e ali, contudo, o que muda substancialmente é o upgrade tecnológico que o modelo aporta. E isso, mais do que se ver, experiencia-se. O Golf está mais inteligente, mais intuitivo, mais conectado, mais eficiente, mais potente e mais equipado. Ou seja, oferece muito mais, pedindo em troca pouco mais, com os preços a iniciarem-se nos 22.900€. Mas já lá iremos. Primeiro, vamos desembrulhá-lo (se prefere a versão resumida, o melhor é ver o vídeo).

Controla-se por gestos (e é obediente)

Quando dizemos que o novo Golf está mais ligado e inteligente, estamos a falar muito a sério. A prova disso é que, no habitáculo, a nota de destaque não vai para as alterações estéticas (novos painéis decorativos das portas, entre o tablier e a consola central, e novos revestimentos dos bancos), mas sim para a vertente tecnológica, com todos os ecrãs a crescerem em dimensões, resolução e funcionalidades.

O reformulado Golf oferece (de série no GTI Performance) um painel de instrumentos digital. Trata-se de um ecrã a cores de 12,3”, chamado Active Info Display, que exibe as informações em 2D ou 3D, com a informação a ser organizada em cinco perfis (Classic, Consumption & Range, Efficiency, Performance & Driver Assistance e Navigation). Em função do perfil seleccionado, assim se altera a forma como a informação é disponibilizada ao condutor, de modo a facilitar-lhe a vida. Por exemplo, se optarmos pela navegação, o velocímetro e o conta-rotações são deslocados para os lados, passando o mapa a dominar o espaço.

Mas o grande salto tecnológico nesta actualização da 7ª geração do Golf dá-se, sobretudo, no domínio do infoentretenimento. O ecrã táctil exibe um novo desenho e cresce em todos os níveis, tendo agora entre 6,5 a 9,2”. Optando pela versão de navegação de topo Discover Pro (ecrã de 9,2”), que é de série no GTI e no GTD, o Golf estreia a possibilidade de ser controlado por gestos – algum que nenhum outro rival oferece neste segmento. Significa isto que, além de poder ser comando por voz ou directamente no touchscreen, há vários menus controláveis com um simples movimento da mão, sem tocar no ecrã.

Uma barra inferior de sensores por infravermelhos detecta o gesto e o sistema responde em conformidade, movendo os itens do menu dispostos horizontalmente, da direita para a esquerda. Dito de outro modo, assim torna-se mais fácil percorrer o menu principal, mudar a estação de rádio, “andar” para a frente ou para trás na lista de reproduções, ou passar folhas no Picture Viewer e nos álbuns musicais (Coverflow). E tudo isto, sem ter que tirar os olhos da estrada.

Abre-lhe a porta lá de casa (um gentleman, portanto)

Com esta actualização, a Volkswagen concentrou-se em facilitar a vida aos seus clientes. E hoje, quem é que não quer estar sempre ligado e tirar o melhor partido disso? Consciente disso, a marca alemã aumentou a oferta de serviços online e as aplicações.

Uma app em particular merece especial destaque, por lhe permitir ver quem é que lhe está a tocar à campainha lá de casa e abrir a porta à distância. Como é que isso é possível? Através do MirrorLink e da função DoorBird, agora o sistema de infoentretenimento do Golf consegue comunicar com o vídeo da portaria instalado em casa, ou no escritório. Assim, quando campainha toca, a imagem recolhida pela câmara de casa (ou do escritório) é transmitida ao ecrã do sistema e a aplicação permite-nos falar com quem está à nossa porta, através do sistema de mãos-livres do Golf, e até abrir a porta, se assim o entendermos. O que pode ser bastante útil se um dos familiares se esquece da chave, ou se nos atrasamos e temos amigos a “secar” à nossa espera…

Guia-se sozinho (quando equipado com caixa automática de dupla embraiagem)

Mais conforto e mais segurança. Foi este o lema que presidiu à actualização do Golf no que toca aos sistemas de assistência à condução. Neste domínio, a ênfase vai para o facto de o modelo ser disponibilizado, pela primeira vez, com o Traffic Jam Assist. O novo sistema de assistência em zonas de grande tráfego permite ao condutor entregar os comandos ao veículo, com o Golf a conduzir-se de forma autónoma até a uma velocidade de 60 km/h – o que não deixa de ser particularmente cómodo em meio urbano. E, nesta situação, se o sistema detectar que o condutor não reage às suas funções de condução (direcção, aceleração e travagem), o Golf consegue parar sozinho em caso de emergência. Isto porque estreia o Emergency Assist, um novo assistente que, antes da imobilização total do veículo, tenta despertar o condutor em várias etapas. Se este não responder, o sistema inicia uma travagem de emergência: as luzes de advertência de perigo são activadas e o Golf começa a executar automaticamente ligeiras manobras com a direcção, para alertar os outros condutores da situação de perigo. O cruise control adaptativo garante que o carro não bate nos outros que seguem à sua frente, com o sistema a travar progressivamente até há imobilização total do Golf.

Para além de semiautónomo, o best-seller da Volkswagen estreia ainda um assistente de travagem de emergência em cidade, com novo sistema de detecção de peões (Front Assist). Em síntese, está mais seguro para o condutor, passageiros e peões.

A gasolina é que está a dar

Há motorizações para todos os gostos (e carteiras): gasolina, diesel, gás natural, hibrído plug-in e eléctrico. Porém, não chegam todas ao mesmo tempo e três blocos merecem particular atenção. E são, todos eles, a gasolina. Em Abril, chega o novo 1.5 TSI Evo: um motor turbo a gasolina de quatro cilindros, 150 cv de potência e sistema de gestão activa dos cilindros (ACT) que, sempre que não se necessita de muita potência, anula dois cilindros para poupar combustível, regressando ao activo assim que se pressiona um pouco mais o acelerador. Resultado: com caixa manual anuncia consumos de 5,0 l/100 km, que baixam para 4,9 l/100 km com a opcional DSG de sete velocidades.

Para Junho, está prevista a chegada de uma versão ainda mais interessante deste 1.5 TSI, com 130 cv. E porquê? Porque a versão BlueMotion deste bloco deverá baixar o consumo para os 4,6 l/100 km. Como? Neste caso, graças a um novo processo de combustão (derivado do denominado “Ciclo Miller”), uma taxa de compressão mais elevada de 12:1 e um turbocompressor de geometria variável. Além do turbo variável, o 1.5 TSI de 130 cv conta com o cylinder on demand, complementando esta tecnologia com uma outra, que é conhecida como “andar à vela” ou “roda livre”e que consiste em desligar o motor sempre que se retira o pé do acelerador. Esta nova função traz óbvias vantagens em termos de consumos e emissões, com a marca a anunciar que, dependendo do estilo de condução adoptado, será possível poupar até 1,0 l/100 km.

Mas o bloco em que a Volkswagen deposita grandes expectativas é no já conhecido 1.0 TSI de 110 cv, agora a opção mais acessível da gama, sendo proposto nesta fase de lançamento por 22.900€ (sem pintura metalizada) – valor que se manterá em tabela durante seis meses, para depois passar a ser comercializado por 24.530€. A marca quer conquistar claramente conquistar quota no segmento a gasolina, pelo que propõe este bloco associado a um Trendline Pack, ou seja, reforçando o equipamento com ar condicionado Climatronic, faróis de nevoeiro, rádio Composition Media e app Connect. Isto quando o próprio nível de equipamento Trendline dá um salto face ao Golf antigo, ao passar a contemplar faróis traseiros em LED, entrada USB, rádio ecrã táctil de 6,5”, Bluetooth e, no caso da Variant, uma extensão da garantia para cinco anos. Com um consumo anunciado de 4,8l/100 km, a novidade é também o facto de este 1.0 TSI de 110 cv poder ser associado à nova transmissão DSG de sete relações, capaz de baixar o consumo até 0,3 l/100 km.

Mais, por pouco mais

Face ao Golf até agora em comercialização, esta actualização reforça o equipamento, que continua a ser proposto em três níveis: Trendline, Confortline e Highline. Os preços sobem, mas pouco face ao que passa a ser oferecido. Para se ter uma ideia, o Trendline passa a custar mais 100€ no Golf de três e de cinco portas, e mais 114€ na Variant, ao passo que para aceder ao nível intermédio (Confortline), o cliente passa agora a desembolsar cerca de 450€ mais.

Assim, como já lhe dissemos, nesta fase de lançamento, a versão mais barata custa 22.900€ (1.0 TSI de 110 cv), enquanto a gasóleo a proposta mais interessante chega-nos pela mão do 1.6 TDI de 115 cv (mais 5 cv do que anteriormente), que custa 27.824,92€, conseguindo assim praticar um preço inferior ao 1.6 TDI de 90 cv (28.111,45€). Pode consultar a tabela de preços aqui.

O GTD de 184 cv e a mais radical versão Alltrack são também disponibilizados de imediato, ao passo que o Golf GTI Performance, com mais 15 cv (245 cv), chega em Maio. Também dentro de pouco tempo passa a ser disponibilizado o Golf R, agora com 310 cv (mais 10 que anteriormente). Em Abril, chega o novo 1.5 TSI de 150 cv e, nesse mesmo mês, inicia-se a comercialização do E-Golf e do Golf GTE, para em Junho a Volkswagen passar a oferecer o 1.5 TSI, na versão de 130 cv.

E como é que se nota que eu tenho um Golf dos novos?

Como já referimos, há poucas mudanças na estética do modelo. Ainda assim, a imagem do Golf actualizado é mais moderna e dinâmica, mercê de pára-choques redesenhados, à frente e atrás, agora mais volumosos e envolventes. A que se juntam novos faróis de halógeneo (LED em algumas versões) e novas jantes, com destaque para o facto de os farolins passarem a ser full LED de série na retaguarda.

De resto, quem quiser conferir ao Golf uma aparência mais desportiva pode optar pelo pack R-Line, disponível tanto para o hatchback como para a carrinha Variant. Com a garantia de que, entre outros detalhes, passa a ter um Golf com jantes de 17”, além de grelha do radiador com logo “R-Line” e pára-choques com desenho específico.

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