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Passos diz que PSD só pode voltar ao poder “se não tiver medo de perder”

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Pedro Passos Coelho afirmou esta segunda-feira que o partido só poderá voltar ao poder "se não tiver medo de perder" e defendeu que deve ser dado tempo ao atual Governo.

Passos Coelho falou num almoço organizado pelo Fórum de Administradores de Empresas

Tiago Petinga/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou esta segunda-feira que o partido só poderá voltar ao poder “se não tiver medo de perder” e defendeu que deve ser dado tempo ao atual Governo para ser responsabilizado pelas suas políticas.

Num almoço organizado pelo Fórum de Administradores de Empresas (FAE), em Lisboa, Passos Coelho foi questionado por um empresário sobre como é que o partido poderá novamente voltar ao poder e reganhar eleitorado como os funcionários públicos e os pensionistas.

A estratégia é não ter medo de perder, essa é a estratégia”, respondeu Passos Coelho. E acrescentou: “Nós não temos nenhuma possibilidade de acomodar políticas generosas, do ponto de vista financeiro, quer para os pensionistas quer para os funcionários públicos. Por mim o PS pode lá ficar à vontade, terá tempo para explicar aos portugueses porque é que não tem dinheiro para isso”.

O líder do PSD assumiu-se como defensor da estabilidade, não só para dar tempo a um Governo de definir as suas políticas sem pensar em eleições, mas também para que haja tempo de assumir a responsabilidade pelas mesmas. “A minha confiança em que o PSD pode ter um bom resultado para o futuro resulta da minha confiança de que a equação como está a ser gerida não é sustentável”, disse, acusando o Governo de “degradar a qualidade dos serviços públicos” em áreas como a educação e saúde para sustentar as políticas de reposição de rendimentos.

Em resposta a outro orador, Passos Coelho voltou a alertar o Governo que não conte com o PSD para o apoiar em matérias em que o PS tem posições divergentes do PCP e BE, como a dívida ou a manutenção do euro. “Se o Governo depender de nós para fazer esse tipo de opções, tire o cavalinho da chuva, a responsabilidade política tem de ser completa e não parcial”, disse.

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