Venda do Novo Banco

Catarina Martins insiste na nacionalização do Novo Banco

A coordenadora nacional do Bloco de Esquerda defendeu a nacionalização do Novo Banco e afirmou que a entrega do banco ao fundo Lone Star constitui "um erro" que terá "custos avultados".

MIGUEL A.LOPES/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A coordenadora nacional do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, defendeu hoje a nacionalização do Novo Banco, e afirmou que a entrega do banco ao fundo norte-americano Lone Star constitui “um erro” que terá “custos avultados”.

“O Bloco de Esquerda considera que esta entrega do Novo Banco (NB) ao fundo Lone Star é um erro, que terá custos muitos avultados no futuro, e portanto o BE não concorda nem viabilizará esta medida”, disse Catarina Martins, à margem da apresentação do candidato do partido à Câmara Municipal de Sintra, na Biblioteca Ruy Belo, em Queluz, nos arredores de Lisboa.

“Mantemos o que sempre dissemos: para entregar o NB à Lone Star, perdendo o dinheiro que lá foi posto, e ainda por cima, ficando com a hipótese de perdas futuras, é algo que o BE nunca viabilizará”, explicou Catarina Martins.

A líder do BE defende outro caminho: “Discutir uma outra solução, ainda que tenha algum custo agora, mas que nos permita, no futuro, reaver o que já foi posto no banco, e não ter perdas para próximos governos, é algo para o qual o BE está disponível e essa solução chama-se nacionalização”.

A nacionalização do NB, referiu a líder do Bloco, “foi já defendida por pessoas do partido Socialistas e até pelo seu porta-voz [João Galamba], “com contas, que mostrava que era a solução mais barata que protegia a economia, o próprio ministro das Finanças [Mário Centeno] chegou a pôr essa solução em cina da mesa”.

A coordenadora do BE disse que já transmitiu esta “posição clara do Bloco” ao primeiro-ministro.

O Governo, disse Catarina Martins, “está convencido que esta medida não terá custos no imediato e portanto que pode avançar e que isso não será agora um problema. Nós achamos que é um erro, porque ainda que possa a vir ter custos nos governos futuros, e não neste, cabia-nos a nós a agora uma solução que protegesse esses custos futuros, e essa é que seria uma ação responsável”.

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