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DS7 Crossback. SUV de luxo com condução autónoma

No Grupo PSA, as tecnologias de condução autónoma serão estreadas pela DS. Mais concretamente, pelo futuro SUV de luxo DS7 Crossback. E já a partir do próximo ano.

Embora transformada em marca automóvel independente há não mais que três anos (2014), a DS Automobiles tem já destinado um papel particularmente importante entre as marcas do grupo automóvel francês PSA. Segundo avança a Automotive News, que terá já confirmado a notícia junto do fabricante, a DS foi a marca escolhida para estrear, na PSA, as tecnologias de condução autónoma. E já a partir do início de 2018!

Numa altura em que o grupo se prepara para entrar no mercado americano, tarefa para a qual terá sido escolhida como ponta-de-lança a Peugeot, caberá agora à DS, e mais concretamente ao futuro topo de gama DS7 Crossback, estrear algumas das tecnologias que farão parte da condução autónoma do futuro, nos automóveis da PSA. A começar pelo estacionamento do veículo sem intervenção do condutor, solução que no grupo tem o nome de Park Pilot, além do sistema que monitoriza a todo o momento a posição do automóvel na estrada e na faixa de rodagem, também relativamente aos restantes veículos, denominado Connected Pilot. Este último, aliás, apenas uma das várias soluções de Nível 2 que o fabricante tem previsto introduzir.

Recorde-se que a PSA já disponibiliza, actualmente, aquilo que vulgarmente se designa de nível 1 na condução autónoma, também conhecida como tecnologia de assistência à condução. Da qual faz parte, por exemplo, o cruise control adaptativo, a travagem autónoma e a manutenção na faixa de rodagem – soluções que já é possível encontrar em vários modelos Peugeot e Citroën. Marcas que, de resto, passarão igualmente a usufruir das novas tecnologias agora anunciadas, uma vez estreadas na DS.

Refira-se ainda que a PSA está já a permitir que condutores não profissionais participem em testes de estrada com veículos equipados com tecnologias de condução autónoma de nível 3 e 4. No primeiro caso, é expectável que o carro assuma todos os aspectos da condução, com o condutor a ter de intervir apenas quando para tal for necessário; ao passo que, no nível 4, o sistema está capacitado para reagir e assumir a protecção dos ocupantes, mesmo quando o condutor não responda.

O fabricante automóvel francês anunciou igualmente estar pronto para passar a disponibilizar as tecnologias de condução autónoma de nível 3 – que não são ainda legais nas estradas europeias –, a partir de 2020. Sendo que, neste momento, a PSA tem já autorização para a realização de testes de estrada com cinco protótipos equipados com sistemas de condução autónoma avançada, continuando para tal a trabalhar com outros parceiros, tais como a Bosch, a Valeo, a ZF/TRW e a Safran, além de alguns grupos de pesquisa e desenvolvimento sedeados em universidades.

PSA (muito) atrás da concorrência

Apesar destas iniciativas, a PSA continua a ser um dos fabricantes que mais cautelas tem demonstrado face à condução autónoma. Com o relatório sobre competitividade no domínio da condução autónoma “Leaderboard Report”, redigido pela Navigant Research e publicado no passado dia 3 de Abril, a colocá-la no 11.º lugar de uma lista de 18 fabricantes automóveis e fornecedores de componentes, envolvidos nesta corrida. Com a liderança, neste domínio, a ser atribuída a fabricantes como a Ford, General Motors, Aliança Renault-Nissan e Daimler, proprietária das marcas Mercedes-Benz e Smart. Surgindo, logo a seguir, o Grupo Volkswagen, BMW, Waymo (Google) e Volvo/Autoliv/Zenuity.

Na atribuição da classificação terão sido tidos em linha de conta, segundo a empresa, parâmetros como “estratégia de lançamento no mercado”, parcerias, estratégia de produto, marketing, oferta em termos de produto, e capacidade de reacção.

Para a Navigant, a PSA faz parte de um segundo grupo de concorrentes, a par da Delphi, Hyundai Motor, Tesla, Toyota e ZF. Grupo que, “embora tendo a infraestrutura básica e capacidade, a maior parte decidiu ser cauteloso nos seus planos de desenvolvimento”, afirma a consultora de mercado. Que, ainda assim, coloca a Tesla num patamar à parte, devido à sua política de automação “agressiva”, ainda que limitada por aspectos marginais, como a rentabilidade.

Os custos da expansão

Também a explicar esta atitude mais conservadora, por parte da PSA, em termos tecnológicos, estarão os custos inerentes àquilo que tem sido uma política mais expansionista levada a cabo pelo grupo automóvel francês, nos últimos tempos. Desde logo, com a compra da Opel/Vauxhall à General Motors e o lançamento de serviços de car-sharing nos EUA, a que se seguirá a entrada no mercado automóvel norte-americano, com a marca Peugeot. Ao mesmo tempo, o fabricante liderado pelo português Carlos Tavares continua em conversações com a malaia Proton, dona da Lotus, com vista a mais uma possível aquisição.

De resto, e dando mostras de uma estratégia diferente da maioria das marcas, a PSA anunciou já que, tanto a Peugeot, como a DS, não marcarão presença num dos certames mais importantes realizados em solo europeu, o Salão Automóvel de Frankfurt. Preferindo direccionar as verbas gastas no evento em novas formas de publicidade, nomeadamente, nos media digitais e redes sociais. Desta forma, a PSA apresentar-se-á em Frankfurt apenas com a Citroën, a qual agendou já para o salão alemão o desvendar de um novo produto.

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