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Táxis

Regulador afirma que faltam mais de 1.300 táxis no país

O presidente da AMT - Autoridade da Mobilidade e dos Transportes afirmou que faltam mais de 1.300 táxis no país, com base num relatório que este regulador vai divulgar em breve.

De acordo com o presidente do regulador dos transportes, Lisboa e o Porto representam cerca de 30% da totalidade

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O presidente da AMT — Autoridade da Mobilidade e dos Transportes afirmou esta quarta-feira que faltam mais de 1.300 táxis no país, com base num relatório que este regulador vai divulgar em breve.

Os dados estão num relatório “sobre monitorização estatística da atividade de táxi”, que a AMT vai publicar na próxima semana, depois de analisar dados sobre o setor obtidos durante uma década, até agosto de 2016.

No entanto, João Carvalho divulgou esta quarta-feira alguns destes dados no parlamento, na Comissão de Economia e Obras Públicas, onde foi apresentar o plano de atividades da AMT.

“Existem no país 13.776 táxis licenciados. O crescimento [do número de táxis] desta década que referi praticamente é nulo, é de 0,9/0,8%, enquanto o crescimento das dormidas anda entre os 30 a 40%, nomeadamente nos grandes centros urbanos de Lisboa e do Porto”, disse.

“Houve aqui uma manutenção do número de táxis, porque, de qualquer maneira, ainda há vagas para 1.300 táxis, ainda há disponibilidade das câmaras de 1.300 e tal táxis, não estão todas utilizadas as licenças”, afirmou, salientando que, para este trabalho, foram auscultadas todas as câmaras municipais e regiões autónomas.

De acordo com o presidente do regulador dos transportes, Lisboa e o Porto representam cerca de 30% da totalidade desses 13.776 táxis e “foram detetadas disparidades várias entre concelhos”.

“Mas não há duvida nenhuma que há um aumento enorme por causa do surto turístico, há um aumento enorme de dormidas em Lisboa e no Porto, nomeadamente, de 30 a 40%, e há uma estabilização [no número de licenças de táxis], motivo pelo qual outras entidades entraram [no mercado], devido à falta que havia”, adiantou João Carvalho.

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