Doenças

Exigência de vacinas nas escolas “não é uma questão premente”

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O ministro da Educação disse que a exigência das vacinas em dia para efeitos de matriculação nas escolas "não é uma questão premente" de momento, quando Portugal enfrenta um surto de sarampo, que vitimou uma jovem.

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  • Agência Lusa

O ministro da Educação disse que a exigência das vacinas em dia para efeitos de matriculação nas escolas “não é uma questão premente” de momento, quando Portugal enfrenta um surto de sarampo, que vitimou uma jovem.

“O mais importante é a informação às famílias de que este surto tende a estabilizar”, sublinhou Tiago Brandão Rodrigues em declarações aos jornalistas, no final de uma visita à Escola Básica de Solum Sul, em Coimbra, destinada a assinalar o arranque do terceiro período letivo.

A Direção-Geral de Saúde (DGS) vai enviar hoje a todas as escolas do país uma nota sobre o surto de sarampo para “tranquilizar as famílias”, segundo o ministro da Educação.

O governante afirmou que “todas as escolas vão receber” essa informação da DGS sobre a doença, salientando que o atual registo de vários casos de sarampo em Portugal é um problema que “tende a estabilizar”.

“É preciso deixar esta mensagem de tranquilidade às famílias”, declarou.

Tiago Brandão Rodrigues adiantou que as consequências do atual surto de sarampo para os jovens e crianças “não são de perigo”.

Uma jovem de 17 anos, que não estava vacinada, morreu hoje com sarampo no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa.

Segundo a Direção-Geral da Saúde, desde janeiro de 2017 e até hoje, foram confirmados 21 casos de sarampo em Portugal, havendo outros 18 casos em investigação.

Houve ainda oito casos suspeitos, mas as análises feitas pelo Instituto Ricardo Jorge deram negativo para sarampo.

A DGS criou um endereço de correio eletrónico através do qual prestará informações sobre o sarampo aos representantes da comunidade escolar.

A DGS recorda ainda que a Linha Saúde 24 (808242424) “assegura, como habitualmente, respostas concretas às questões colocadas pelo telefone”.

Os diretores das escolas públicas já tinham manifestado vontade de a DGS emitir para os estabelecimentos de ensino uma circular para tranquilizar os ânimos relativamente às vacinas dos alunos, sobretudo por causa do sarampo.

No comunicado, a DGS reafirma que “não há razões para temer uma epidemia de grande magnitude, uma vez que a larga maioria das pessoas está protegida”.

Na Escola Básica de Solum Sul, que pertence ao Agrupamento de Escolas Eugénio de Castro, estudam cerca de 300 alunos do pré-escolar e do 1º ciclo.

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