Moçambique

ONG portuguesa leva água potável a mil pessoas no centro de Moçambique

A aldeia de Chipaco, no centro de Moçambique, passou a ter água potável e é a mais recente beneficiária dos projetos da organização não-governamental portuguesa Big Hand, anunciou o organismo.

NIC BOTHMA/EPA

A aldeia de Chipaco, no centro de Moçambique, passou a ter água potável e é a mais recente beneficiária dos projetos da organização não-governamental (ONG) portuguesa Big Hand, anunciou esta quarta-feira o organismo. “Já estamos em Chipaco há dois anos com um programa que apoia cerca de 200 crianças vulneráveis diariamente com alimentação, higiene pessoal, apoio escolar e dinamização de atividades culturais e desportivas”, disse à Lusa David Fernandes, diretor da ONG.

Ao longo do tempo foi sendo reunido o valor necessário para abrir um furo de captação de água que entrou agora em funcionamento. “A população utilizava a água disponível em charcos, sem condições de higiene e segurança”, descreveu.

Não existem dados estatísticos oficias, mas segundo o líder comunitário vivem em Chipaco (distrito de Vanduzi, província de Manica) 183 famílias. Tendo em conta que cada família terá em média cinco pessoas, estima-se que entre 900 a mil pessoas possam beneficiar da captação de água.

A Big Hand pretende agora ali criar uma nova escola para evitar que as crianças tenham que caminhar oito quilómetros até outra aldeia – distância que leva ao abandono escolar.

A ONG portuguesa foi fundada em 2010 e, segundo os seus próprios dados, apoia 5.000 crianças em várias aldeias na província de Manica. “É certo que a crise global dificulta a angariação de fundos, mas as pessoas continuam com um coração enorme e uma vontade gigante de querer mudar o mundo e por isso vão contribuindo”, referiu David Fernandes. Existem campanhas de angariação de fundos a decorrer, como por exemplo, “um lápis por uma escola”, em que cada lápis vale a contribuição de um euro, além de outras iniciativas descritas no portal da organização na Internet.

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