Brexit

Reino Unido. Saiba o que vai acontecer caso o Parlamento aprove eleições antecipadas

O Parlamento britânico decide esta quarta-feira a convocação de eleições antecipadas para 8 de junho. Saiba quais passos seguintes se dois terços dos deputados aprovarem a proposta do governo de May.

Theresa May surpreendeu o mundo político ao anunciar plano para convocar eleições antecipadas

ANDY RAIN/EPA

Após meses a negar uma antecipação das eleições de modo a não dificultar as negociações do Brexit, a primeira-ministra Theresa May anunciou ontem a intenção do governo de marcar eleições antecipadas para 8 de junho. O Parlamento debate a proposta esta quarta-feira e deverá votar a favor da medida.

Em declarações ao Sun, a governante garante que quer garantir a “melhor posição de negociação”.

Tornou-se claro de que existia um jogo político e divisão em Westminster, que nos dificultaria as negociações com a União Europeia.”

Com receio de perder poder de negociação sem garantir antes um mandato forte, a primeira-ministra britânica espera que as eleições antecipadas mostrem a vontade do povo em apoiar o Brexit e que isso lhe garanta uma mão firme nas negociações.

A Lei Parlamentar do Mandato Fixo permite antecipar as eleições se pelo menos dois terços dos deputados aprovarem a proposta do governo – a favor deverão votar os Liberais Democratas e os Trabalhistas. O Partido Nacional Escocês, liderado por Nicola Sturgeon, deverá abster-se, como confirmam os comentários da governante escocesa no Twitter – dias após ter entregue um segundo pedido formal para um referendo sobre a independência da região.

A ser aprovada a proposta do executivo de May, o Parlamento terá apenas sete dias de trabalho e terão de finalizar ou arquivar legislações em discussão. Caso não seja encontrado consenso, terão que ser arquivados até um novo Parlamento tomar posse. À partida serão dez tópicos de discussão, antecipa a BBC.

Em destaque para os órgãos de governo local: por um lado discute-se a isenção dos mesmos de gerir legislação relativa a serviços sociais de menores, e a possibilidade de criarem as suas próprias entidades de transporte público. Também sobre a mesa está o estatuto dos estudantes estrangeiros.

Nestes sete dias, na quarta-feira, 19, o debate é marcado sobre a dissolução prematura do Parlamento e haverá espaço para as questões da primeira-ministra. Uma vez que não serão agendados debates televisivos, os eventos desta quarta-feira e os de 26 de abril serão ótimas plataformas de campanha para os partidos.

Terça-feira, 2 de maio, marcará o último dia de assento para a Câmara dos Lordes e para a Câmara dos Comuns uma vez que na quarta-feira seguinte, 3, se dissolve formalmente o Parlamento. Imediatamente a seguir, quinta-feira, 4, realizam-se eleições locais.

Com estas datas em mente, os partidos terão até dia 11 de maio para anunciarem as suas nomeações e os eleitores terão até dia 22 do mesmo mês para se registarem para votar. É um calendário apertado e inesperado, tanto para a legislação que ainda paira em Westminster, como para os partidos que terão pouco mais de um mês para preparem as campanhas.

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