China

Forças armadas chinesas em “alerta elevado” para eventual crise na Coreia do Norte

A Força Aérea do Exército da Libertação Popular da China e os meios terrestres foram colocados em “alerta elevado” na quarta-feira, face à crescente tensão na península coreana.

Desde o início do ano, Pyongyang já testou oito mísseis: o último no domingo, 16 de abril.

JOHANNES EISELE/AFP/Getty Images

A Força Aérea do Exército da Libertação Popular da China e os meios terrestres foram colocados em “alerta elevado” na quarta-feira, garante um oficial do exército americano em declarações à CNN.

Está em curso uma preparação em massa nas forças armadas chinesas para, e na eventualidade de se agravarem as tensões com a Coreia do Norte, a resposta ser “rápida e eficaz”. O mesmo oficial explica ainda que se têm feito manutenções a uma grande parte dos meios aéreos, num esforço de “reduzir o tempo de reação”.

Esta preparação das forças armadas chinesas vem em resposta ao atual cenário de tensão entre Pyongyang e Washington. As ameaças e avisos têm sido lançados dos dois lados e o risco de um conflito armado despoletar aumentou com o reforço da presença americana na região e com o anúncio, da parte do vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Han Song-ryol, de que o regime de Kim Jong-un vai testar mísseis semanalmente.

Coreia do Norte lança o aviso aos EUA: “Não se metam connosco”

Na quinta-feira, a televisão estatal norte-coreana, admitiu que um ataque de prevenção “destruiria por completo e num instante” os Estados Unidos e a Coreia do Sul – uma postura que se tem vindo a reforçar. Desde o início do ano, Pyongyang já testou oito mísseis: o último no domingo, 16 de abril.

O regime chinês tem estado atento à conjuntura internacional (já aqui tínhamos falado da atenção de Beijing em relação ao Brexit). Em especial à questão norte-coreana: na eventualidade de uma queda de governo em Pyongyang, teme-se um grande fluxo de refugiados e uma Coreia do Sul ainda mais aliada aos Estados Unidos.

Na quinta-feira, a televisão estatal norte-coreana, admitiu que um ataque de prevenção “destruiria por completo e num instante” os Estados Unidos e a Coreia do Sul – uma postura que se tem vindo a reforçar. Desde o início do ano, Pyongyang já testou oito mísseis: o último no domingo, 16 de abril.

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