Paris

Ataque em Paris. O que se sabe até ao momento

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Atirador abriu fogo contra carro da polícia nos Campos Elísios, em Paris. Um polícia morreu, dois outros ficaram feridos. Atirador foi abatido. Estado Islâmico reivindicou ataque.

AFP/Getty Images

Foi mais um tiroteio no centro de Paris que desencadeou uma resposta imediata das autoridades francesas. Tudo aconteceu às 21h00 em plena avenida central de Paris, os Campos Elísios, que vão dar ao Arco do Triunfo. O alvo foi um carro da polícia. Agrupamos aqui tudo o que já se sabe sobre aquilo que François Hollande caracterizou de “atentado de caráter terrorista” e o que falta saber.

O que já se sabe

Um homem saiu de um carro da marca Audi e disparou uma Kalashnikov contra um carro da polícia que estava estacionado junto à estação de metro de Franklin Roosevelt, perto do Arco do Triunfo.

Um polícia morreu no local e dois outros ficaram feridos com gravidade na sequência dos disparos. (A agência de notícias Reuters chegou a noticiar que um segundo polícia tinha morrido, mas o Governo francês desmentiu depois a informação). Uma turista também ficou ferida no pé, na sequência de uma bala que ricocheteou.

O atirador foi neutralizado e abatido pelas autoridades.

François Hollande esteve reunido, na quinta-feira, de emergência com o primeiro-ministro Bernard Cazeneuve e com o ministro do Interior Mathias Fekl. Dirigiu-se depois à nação: confirmou o número de mortos e feridos e disse que as pistas apontavam para “ataque terrorista”.

O Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado via órgão de propaganda oficial (Amaq) e avançava que se tratava de um cidadão belga, “combatente do Estado Islâmico”. Entretanto, as autoridades belgas desmentiram que o homem belga que se entregou às autoridades na manhã desta sexta-feira, dia 21, esteja relacionado com o tiroteio em Paris.

A procuradoria francesa anunciou ter aberto uma investigação de terrorismo.

O autor do ataque foi entretanto identificado. Chamava-se Karim Cheurfi, era francês, tinha 39 anos e era natural de Livry-Gargan. Esteve preso até 2015 porque tinha sido condenado por três tentativas de homicídio voluntário. O seu nome já era conhecido das autoridades por ser extremista.

Cheurfi foi, ao todo, alvo de quatro condenações:

  • a 15 de fevereiro de 2007, Cheurfi foi condenado a 15 anos de prisão por tentativa de homicídio de uma pessoa com cargo público de autoridade;
  • em 2008, cumpriu três meses de prisão por atos de violência contra pessoas com cargos públicos de autoridade;
  • a 4 de novembro de 2009, Cheurfi foi condenado a 18 meses de prisão por atos de violência contra um co-detido;
  • a 9 de julho de 2014, Cheurfi foi condenado a quatro de prisão por roubo e incumprimento.

No carro, após o ataque, foram encontradas uma caçadeira, duas facas de cozinha e uma tesoura de poda. Tinha também em sua posse o Corão.

O Procurador de Paris referiu que a habitação do atacante, m Seine-et-Marne, foi vasculhada durante a noite e que três familiares estão, de momento, a ser interrogados pela polícia.

Cheurfi estava a ser investigado pela unidade anti-terrorista de Paris desde janeiro, depois de ter tentado obter armas e ter feito declarações sugerindo que queria matar polícias.

O presidente francês, o primeiro-ministro e o ministro do Interior visitaram os polícias feridos no Hospital George Pompidou. Um dos polícias feridos — que atingido por uma bala que ricocheteou no colete à prova de bala– teve entretanto alta, avança a BFMTV.

Os candidatos às presidenciais francesas Emmanuel Macron, Marine Le Pen e François Fillon suspenderam as ações de campanha para esta sexta-feira. A menos de 24 horas daquele que seria o último dia.

Hollande anunciou na quinta-feira que vai ser feita uma homenagem nacional ao polícia morto.

O Conselho de Defesa, anunciado na quinta-feira por François Hollande, realizou-se na manhã de sexta-feira no Eliseu.

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