Segurança

Ausência de travagem de emergência penaliza Tesla

Os modelos da Tesla caíram no ranking da Consumer Reports, a poderosa revista da associação de defesa do consumidor dos EUA. Tudo porque a travagem automática de emergência ainda não está disponível.

Autor
  • António Sousa Pereira

No seu mais recente relatório, a Consumer Reports, a influente revista da associação norte-americana de defesa do consumidor, decidiu baixar em dois pontos a classificação dos dois modelos da Tesla actualmente em comercialização: Model S e Model X. Tudo porque a marca californiana falhou na sua promessa de incluir, a partir do final de 2016, um elemento de segurança considerado fundamental pela publicação estadounidense: a travagem automática de emergência (AEB – Automatic Emergy Braking).

Mercê desta penalização, a berlina da Tesla deixou de ocupar o lugar cimeiro na tabela das berlinas de luxo, enquanto o Model X passou a ocupar uma posição próxima do fim da classificação destinada aos SUV de luxo de médias dimensões (para os padrões locais, obviamente…).

Após ter sido informada desta penalização, a Tesla terá informado a Consumer Reports que irá começar já a disponibilizar esta funcionalidade, confirmando ao Automotive News que a actualização remota da travagem autónoma de emergência teve início ontem mesmo.

A casa de Palo Alto sublinhou, ainda, que todas as suas actualizações de software são validadas no terreno antes de serem, remotamente, disponibilizadas aos utilizadores. E que os seus clientes que esta semana encomendaram um Tesla já receberão o seu automóvel com o AEB activado. Perante isto, a Consumer Reports fez saber que reavaliará os modelos assim que a marca active o AEB nos seus veículos, mas sem deixar de salientar que o AEB é uma “funcionalidade básica”, proposta como equipamento de série em modelos bastante mais acessíveis, como o Toyota Corolla.

Valerá a pena recordar que o sistema de condução semiautónoma Autopilot, na sua versão original, incluía já o AEB. Contudo, desde Outubro passado, todos os Tesla passaram a integrar uma nova versão do sistema, já dotada do hardware necessário para executar a função de condução autónoma, mas assente numa versão de software menos evoluída, em que algumas funcionalidades anteriormente disponíveis estavam inibidas. Desde então, a Tesla tem vindo a lançar diversas actualizações remotas do sistema, com o objectivo último de permitir a condução totalmente autónoma.

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