Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo defende que o bom senso impõe que não fale sobre a Venezuela

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu que "o bom senso" impõe que não diga uma palavra sobre a situação da Venezuela, tendo em conta a comunidade portuguesa naquele país.

ANDRE KOSTERS/LUSA

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu esta quarta-feira que “o bom senso” impõe que não diga uma palavra sobre a situação da Venezuela, tendo em conta a comunidade portuguesa naquele país.

“O bom senso determina que, sobre a Venezuela o Presidente da República, desde sempre, não tenha dito uma palavra, porque nós temos lá uma grande comunidade”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa, em reposta aos jornalistas. O chefe de Estado, que falava no final de uma visita à Casa Grande da Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger (APSA), na Quinta da Granja, em Lisboa, disse que se trata de “uma grande, corajosa, determinada comunidade, e que ainda por cima vive os problemas do dia a dia na rua, porque são comerciantes”.

Eu vou acompanhando aquilo que o Governo tem anunciado, através do senhor secretário de Estado para as Comunidades, mas tenho tido o cuidado de não dizer nada numa situação como é aquela, em que estão envolvidos tantos portugueses”, acrescentou.

Questionado sobre os protestos da população de Almeida, no distrito da Guarda, contra o encerramento do balcão local da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: “Vou precisar de recolher mais informação e depois, quando tiver informação suficiente, se for caso disso, falo”.

O Presidente da República foi também interrogado sobre a saída de refugiados yazidi de Portugal e sobre a notícia de que um refugiado desta minoria religiosa do Médio Oriente lhe dirigiu uma carta. “Ainda não recebi a carta, mas já fiquei atento”, declarou.

Sobre a saída dos yazidi, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que Portugal recebe os refugiados “de braços abertos”, mas frisou que “as pessoas são livres” e que “não há como travar a movimentação destas, sobretudo no quadro europeu”. “Quer isso dizer que Portugal falhou ao receber? Não falhou. As oportunidades não são iguais em Portugal, para muitas pessoas, àquelas que encontram em outros países”, considerou.

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